Uma análise das convergências e divergências nas teorias de Carl Schmitt e Hannah Arendt acerca da crise do político na modernidade
Palavras-chave:
Carl Schmitt, Hannah Arendt, Político, ModernidadeResumo
A crise do fenômeno político pode ser analisada por meio do diálogo entre as teorias de Hannah Arendt e Carl Schmitt, bem como de suas implicações no mundo liberal, com enfoque nas principais convergências e divergências entre ambos os autores. Este estudo examina como criticam o pensamento liberal e o esfacelamento do político por meio de categorias próprias. Schmitt define o político a partir de conceitos como decisão e unidade política, enquanto Arendt o fundamenta na ação livre e na pluralidade dos homens, destacando a liberdade como instrumento essencial para a ação coletiva no espaço público. Para sistematizar o diálogo Arendt-Schmitt, a pesquisa utiliza conceitos centrais de cada autor, abordando suas teses a fim de identificar prognósticos sobre o esvaziamento do político, o sistema representativo moderno e a alienação do indivíduo na sociedade de massas. Busca-se, ainda, confrontar ideias sobre o sentido do político, a relação entre liberdade e soberania e a interpretação de cada autor sobre o mundo moderno, com o objetivo de extrair conceitos operacionalizáveis para a análise do fenômeno político na modernidade.
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