6 de julho de 2025

Autores

  • Gisela Monteiro Universidade de Brasília

Resumo

O presente poema foi composto na data da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ do Distrito Federal, que dá título à obra. Trata-se de uma reflexão íntima, mas de caráter político que aborda a teoria performativa de Judith Butler (1990; 2024) e a metáfora do armário como categoria trabalhada por Eve Sedgwick (1990) e Evandro Piza (2021), sentidas no tempo presente, o qual tem se mostrado cada vez mais brutal contra as vidas de pessoas desse grupo, situação a qual também se reflete nas minhas experiências como bissexual em um meio intolerante às formas diversas do sentir humano. Esse conjunto revela que o próprio corpo se estabelece como local de disputa político-jurídica desde a sua concepção como alguém fora da heteronormatividade, a qual produz e reproduz o seu próprio código normativo reiterada e indefinidamente (BUTLER, 1990), em um cenário cada vez mais incerto. 

Biografia do Autor

Referências

BUTLER, Judith. Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity. New York: Routledge, 1990.

BUTLER, Judith. Quem tem medo do gênero?. São Paulo: Boitempo Editorial, 2024.

DUARTE, E. C. P. Epistemologias dos armários: novas performances públicas e táticas evasivas na sociedade da informação. Revista Culturas Jurídicas, v. 8, n. 20, maio/ago. 2021. p. 425-459. Disponível em: http://www.periodicos.uff.br/culturasjuridicas Acesso em: 25 jun. 2025

SEDGWICK, Eve. A epistemologia do armário. Cadernos Pagu, v. 28, p. 19-54, jan/jun. 2007 [1990]. Trad. Plínio Dentzien.

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Publicado

2026-09-11

Como Citar

6 de julho de 2025. Revista Avant, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 12, 2026. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/avant/article/view/8907. Acesso em: 15 set. 2026.