LO QUE FLORECE EN LAS FISURAS: PRÁCTICAS DE DISEÑO SITUADAS EN EL CONTEXTO DEL ANTROPOCENO
WHAT BLOOMS IN THE CRACKS: SITUATED DESIGN PRACTICES IN THE CONTEXT OF THE ANTHROPOCENE.
DOI:
https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2026.v12.n2.19-35Palabras clave:
Antropoceno, saberes tradicionales, biomateriales, diseño situadoResumen
Este artículo propone una reflexión crítica sobre el papel del diseño en el contexto del Antropoceno, entendido no solo como una era geológica, sino como un régimen de pensamiento marcado por lógicas extractivistas, productivistas y antropocéntricas. A partir de la metáfora de la flor que rompe el asfalto, inspirada en el poema La flor y la náusea de Carlos Drummond de Andrade, la investigación analiza cómo prácticas de diseño situadas pueden emerger de las fisuras de este sistema, articulando circularidad, biomateriales y saberes tradicionales como fuerzas de transición socioambiental. Basado en autores como Escobar, Fry, Tsing, Haraway, Stengers y Ailton Krenak, el estudio comprende el diseño como una práctica cultural, política y relacional, capaz de mediar formas alternativas de coexistencia entre humanos y no humanos. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo, exploratorio e interpretativo, a partir del análisis de dos estudios de caso desarrollados en la comunidad de Moita Redonda (CE), vinculados al Laboratorio de Diseño Social de la Universidad Federal de Ceará. Los proyectos analizados evidencian prácticas colaborativas que valoran la materialidad de la arcilla, los modos de hacer locales, los tiempos del proceso artesanal y la relacionalidad entre distintos agentes.
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