LO QUE FLORECE EN LAS FISURAS: PRÁCTICAS DE DISEÑO SITUADAS EN EL CONTEXTO DEL ANTROPOCENO

WHAT BLOOMS IN THE CRACKS: SITUATED DESIGN PRACTICES IN THE CONTEXT OF THE ANTHROPOCENE.

Autores/as

  • Eduarda David Marques da Silva UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
  • Luiz Claudio Izidio Lagares UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
  • Denilson Moreira Santos UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

DOI:

https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2026.v12.n2.19-35

Palabras clave:

Antropoceno, saberes tradicionales, biomateriales, diseño situado

Resumen

Este artículo propone una reflexión crítica sobre el papel del diseño en el contexto del Antropoceno, entendido no solo como una era geológica, sino como un régimen de pensamiento marcado por lógicas extractivistas, productivistas y antropocéntricas. A partir de la metáfora de la flor que rompe el asfalto, inspirada en el poema La flor y la náusea de Carlos Drummond de Andrade, la investigación analiza cómo prácticas de diseño situadas pueden emerger de las fisuras de este sistema, articulando circularidad, biomateriales y saberes tradicionales como fuerzas de transición socioambiental. Basado en autores como Escobar, Fry, Tsing, Haraway, Stengers y Ailton Krenak, el estudio comprende el diseño como una práctica cultural, política y relacional, capaz de mediar formas alternativas de coexistencia entre humanos y no humanos. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualitativo, exploratorio e interpretativo, a partir del análisis de dos estudios de caso desarrollados en la comunidad de Moita Redonda (CE), vinculados al Laboratorio de Diseño Social de la Universidad Federal de Ceará. Los proyectos analizados evidencian prácticas colaborativas que valoran la materialidad de la arcilla, los modos de hacer locales, los tiempos del proceso artesanal y la relacionalidad entre distintos agentes. 

Biografía del autor/a

  • Eduarda David Marques da Silva, UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

    Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Atualmente mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Federal do Maranhão (PPGDg/UFMA), com linha de pesquisa em Materiais, Processos e Tecnologias. Entre 2019 e 2021 foi bolsista pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA, desenvolvendo pesquisas sobre o Movimento Cidades Saudáveis, Sustentáveis e Resilientes. Entre 2020 e 2023 atuou como Assistente de Arquitetura em escritórios de Arquitetura e Interiores na cidade de São Luís - MA e entre 2023 e 2024 atuou como arquiteta autônoma, trabalhando principalmente com projetos de arquitetura e interiores no ramo corporativo, residencial e comercial.

    LATTES: http://lattes.cnpq.br/9622365494388881

    ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5070-3562

  • Luiz Claudio Izidio Lagares, UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

    Graduado em Design, Mestre em Design: Tecnologia, Educação e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Doutor em Design pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Atualmente é Professor Assistente do curso de Design da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).Realizou estágio de pós-doutorado em 2022 no âmbito do PROCAD-AM (UFMAUEMGUFPR), desenvolvendo pesquisa sobre design, economia solidária, comunidades criativas e saberes locais. Entre 2023 e 2025, realizou pós-doutorado na UFMA, por meio do Edital de Fixação de Doutores (FAPEMA), com pesquisa voltada ao crescimento econômico, trabalho decente e geração de renda por meio do design e da economia solidária no contexto do artesanato maranhense.É cocoordenador do grupo de pesquisa Narrativas, Inovação, Design e Antropologia (NIDA). Atua principalmente nos seguintes temas: design-antropologia, design participativo, aspectos políticos do design, design para a sustentabilidade e abordagens sistêmicas aplicadas a territórios e comunidades criativas.Possui experiência docente na graduação em Design, atuando em disciplinas como Projeto Integrado (Produto e Gráfico), Projeto Avançado Usos e Impactos Socioambientais, Projeto Gráfico I, Planejamento Visual, Projeto Editorial e Estudo de Materiais e Criatividade. Atua também na pós-graduação (nível mestrado) em disciplinas relacionadas à Metodologia de Pesquisa, Design e Futuro e Design e Sustentabilidade. Atua profissionalmente nas áreas de design gráfico, design editorial, identidades visuais, design sustentável e consultoria em projetos sociais e de artesanato.

    LATTES: http://lattes.cnpq.br/4908548989448402

    ORCID: https://orcid.org/0000-0002-4440-5873

  • Denilson Moreira Santos, UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

    Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual do Maranhão (1990), Graduação em Física Licenciatura Plena pela Universidade Federal do Maranhão (1990), Especialista em engenharia clínica pela Universidade Federal do Maranhão (2010), Mestrado em Ciência e Engenharia dos Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (1999) e Doutorado em Química pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Atualmente é Professor Titular do departamento de Desenho e Tecnologia e Professor permanente do Programa de Pós-graduação em Design (PPGDg), e atual Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Design (PPGDg) da Universidade Federal do Maranhão. Tem experiência na área de Engenharia de Materiais e Metalúrgica, com ênfase em materiais poliméricos, cerâmicos e compósitos, atuando principalmente nos seguintes temas: design cerâmico e desenvolvimento de projeto de produto. 

    LATTES: http://lattes.cnpq.br/0773418608689579

    ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1467-2580

Referencias

ANDRADE, C. D. A rosa do povo. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 200 p.

BASTIAN, W. Design consciente: caminhos para um impacto positivo. São Paulo: SP Arte Eventos Culturais, 2025. Disponível em: https://www.sp-arte.com/index.php/editorial/design-consciente-caminhos-para-um-impacto-positivo. Acesso em: 7 abr. 2025.

DELLEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs. Tradução: Ana Lúcia de Oliveira, Aurélio G. Neto e Célia P. Costa. Vol. 1. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995. 644 p.

ESCOBAR, A. Autonomía y Diseño. La realización de lo comunal. Popayán: Universidad del Cauca. Sello Editorial, 2016. 528 p.

ESCOBAR, A. Design for the pluriverse: radical interdependence, autonomy and the making of worlds. Durham: Duke Univesity Press, 2018. 312 p.

ESCOBAR, A.; OSTERWEIL, M.; SHARMA, K. Relationality: An Emergent Politics of Life Beyond the Human. 1 ed. London: Bloomsbury Visual Arts, 2024. 232 p.

FRY, T. Defuturing: a new design philosophy. 1. ed. London: Bloomsbury Visual Arts, 2020. 282 p.

FRY, T. Design as politics. 1. ed. Oxford: Berg, 2020. 288 p. FRY, Tony. Design futuring: Sustainability, ethics and new practice. 1. ed. London: Bloomsbury Visual Arts, 2009. 286 p.

GREEN, J. Antropoceno: notas sobre a vida na Terra. 1. ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021. 384 p.

HARAWAY, D. J. Ficar com o problema: fazer parentes no Chthuluceno. Tradutora: Ana Luiza Braga. São Paulo: n-1 edições, 2023.

KRENAK, A. Futuro ancestral. 1. ed. São Paulo, Companhia das Letras, 2022. 128 p.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. 2. ed. São Paulo, Companhia das Letras, 2020.

104 p.

LATOUR, B. Onde aterrar? 1. ed. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. 160 p.

LATOUR, B. Políticas da natureza: como associar a ciência à democracia. 1 ed. São Paulo: Editora Unesp, 2019. 351 p.

MOORE, J. W. Capitalism in the web of life: ecology and the accumulation of capital. 1. ed. London: Verso, 2015. 318 p.

SAGAN, C. Cosmos. Tradução: Paul Geiger. 1. ed. São Paulo, Companhia das Letras, 2017. 487 p.

STENGERS, I. No tempo das catástrofes¬ – resistir à barbárie que se aproxima. Tradução: Eloisa A. Ribeiro. São Paulo: Cosac Naify, 2015. 212 p.

TONKINWISE, C. Design for transitions – From and to what?. Design Philosophy Papers, v. 13, n. 1, p. 85–92, jan. 2016. DOI: https://doi.org/10.1080/14487136.2015.1085686. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14487136.2015.1085686. Acesso em: 6 abr. 2025.

TSING, A. L. O cogumelo no fim do mundo. Tradução: Jorgge M. Barreto e Yudi Rafael.1 ed. São Paulo: n-1 edições, 2022. 206 p.

TSING, A. L. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Tradução: Thiago Mota Cardoso et al. Brasília: IEB Mil folhas, 2019. 284 p.

VIANA, A. P. Q.; VIEIRA E SILVA, A. L. S.; MARINHO, C. T. Entre potes e bactérias: relatos sobre (um) o universo multifacetado do design (social). In: II Colóquio de Pesquisa e Design: De(s)colonizando o Design, 2., 2021, Fortaleza. Anais [...]. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2021. Disponível em: https://design.ufc.br/wp-content/uploads/2021/07/iicpd.pdf. Acesso em: 3 abr. 2025.

VIANA, A. P. Q. et al. Moldando a relação design e artesanato para regeneração: recuperação de pigmentos em Moita Redonda/ CE. In: IV Colóquio de Pesquisa e Design em Arte: arte, design, (re)invenção política e transformação social, 4., 2024, Fortaleza (CE). Anais [...]. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2024. Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/iv-coloquio-de-pesquisa-em-design-e-arte/706713-moldando-a-relacao-design-e-artesanato-para-regeneracao--recuperacao-de-pigmentos-em-moita-redondace/. Acesso em: 6 abr. 2025.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução: Daniel Grassi. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 206 p.

Publicado

2026-07-07

Cómo citar

LO QUE FLORECE EN LAS FISURAS: PRÁCTICAS DE DISEÑO SITUADAS EN EL CONTEXTO DEL ANTROPOCENO: WHAT BLOOMS IN THE CRACKS: SITUATED DESIGN PRACTICES IN THE CONTEXT OF THE ANTHROPOCENE. (2026). MIX Sustentável, 12(2), 19-38. https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2026.v12.n2.19-35