O mundo dos quem: uma natureza a ser ouvida

Autores

  • Carolina Ribeiro Santana

Resumo

Utilizando-se da corrente do Direito e Literatura o presente artigo aborda a crise dos pressupostos ontológico, antropológico e epistemológico, do que se convencionou chamar de paradigma da modernidade. A partir da obra de Theodore Seuss, “Horton Hears a Who” buscou-se problematizar tais pressupostos – cuja influência no mundo do direito é notável - a fim de compreender o fato de que os mesmos não mais oferecem respostas às sociedades complexas contemporâneas.Questionar as bases sobre as quais se ergueu o paradigma da modernidade é também questionar o direito em suas bases estruturantes, afinal esta ciência, em que pese toda a influência clássica, possui características nascidas do ventre da modernidade. Ou seja, nada obstante a presença de elementos do direito romano, o direito ocidental tal qual conhecemos hoje, pós-revoluções burguesas, contextualizado do século XVII em diante, herdou fortes características da modernidade, as quais precisam ser revisitadas. Proponho, portanto, repensarmos, por meio da literatura, o direito moderno, sua influência até os nossos dias, sua insuficiência para lidar com as questões da atualidade, seus limites individualistas que negam a alteridade e generalizam o humano.

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Publicado

2016-03-30

Edição

Seção

Críptica