A CONCEPÇÃO DE CIDADES CRIATIVAS SUSTENTÁVEIS

Autores

  • Tiago Bitelo da Silva UNISINOS
  • Fabricio Farias Tarouco UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2016.v2.n2.67-72

Palavras-chave:

Cidades criativas, Sustentabilidade, Planejamento urbano, Soluções criativas.

Resumo

O tema da sustentabilidade tem sido amplamente discutido desde a crise energética dos anos 70, momento em que a humanidade percebeu a importância e necessidade de consumo responsável dos recursos naturais. Nesta oportunidade surgiu também a premissa de que devemos consumir os recursos existentes de forma a satisfazer as necessidades atuais sem comprometê-los para as gerações futuras. Um pouco mais recente, o conceito de ‘cidades criativas’ surge como pólo irradiador de conhecimento e soluções inovadoras no âmbito das cidades, sendo a sustentabilidade uma pauta importante neste contexto. Entretanto, ao conectar e replicar tais visões, torna-se fundamental uma análise das reais necessidades e iniciativas de cada comunidade, a serem abordadas neste artigo.

Biografia do Autor

Fabricio Farias Tarouco, UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutor em Comunicação e Mestre em Design Estratégico, ambos pela UNISINOS. Realizou Estudos Avançados em Lenguajes y Sistema Informátivos pela Universidad de Zaragoza (Espanha). Graduado em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pelotas e em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Pelotas. É também Especialista em Informática Gráfica pela UCPel. Trabalhou na UFPEL entre os anos de 2001 e 2003. É professor da área de Design da UNISINOS desde 2007. Coordenou a Especialização em Design Gráfico da Unisinos entre 2008 e 2010. Desde 2011 atua como Coordenador do Bacharelado em Design da UNISINOS. Em 2015 assume uma vaga de pesquisador na 'Linha 1 - Cidades' do Mestrado Profissional em Arquitetura e Urbanismo da UNISINOS. Possui experiência nas áreas de Design Territorial e Cidades Criativas, tendo atuado como professor nos cursos de Design, Comunicação Digital, Arquitetura, Moda e Gestão Cultural. Vem coordenando pesquisas e projetos com foco em territórios, entre eles os projetos 'Design Territorial aplicado a Santo Angelo' e 'Agenda Carlos Barbosa 2030'. Também é membro do Conselho de Design do Jornal Zero Hora e do Conselho Editorial da Revista D2B Magazine editada pelo GAD' Design, além de ser Consultor AD HOC da Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS para projetos da Indústria Criativa.

Referências

No atual ritmo de desenvolvimento, Vassalo e Figueiredo (2010) destacam que a ONU projeta que no ano de 2050 o planeta terá aproximadamente 2,5 bilhões de habitantes a mais do que hoje, totalizando 9 bilhões de pessoas em todo o globo terrestre. Por volta do ano 2030 há a previsão de que 80% da população viverá nas cidades.

A cidade sustentável interpretada por Vassalo e Figueiredo (2010) é aquela organizada de modo que seus habitantes tenham a possibilidade de satisfazerem suas necessidades, aliado ao seu bem-estar sem denegrirem o ambiente natural, garantindo especialmente a manutenção dos recursos necessários para a vida presente e futura.

Neste contexto, Costa, Seixas e Oliveira (2009) introduzem o conceito de cidade criativa propondo uma relação entre criatividade e promoção do desenvolvimento urbano, através da valorização das atividades culturais e criativas na promoção econômica e no desenvolvimento territorial.

Estima-se que as cidades já utilizam mais de 50% das fontes mundiais de energia, sendo o setor da construção civil responsável pelo consumo de 40% dos recursos naturais, 40% da energia e 40% das emissões poluentes, tendo consequências desastrosas sobre o meio ambiente (MOTTA, AGUILAR, 2009).

Conforme Edwards e Hyett (2013), a sustentabilidade posiciona-se cada vez mais como um item de relevância do projeto arquitetônico no século XXI, o qual possui uma dimensão social e também estética, servindo a tecnologia como ligação entre ambas.

“ Edificação sustentável é aquela que pode manter moderadamente ou melhorar a qualidade de vida e harmonizar-se com o clima, a tradição, a cultura e o ambiente na região, ao mesmo tempo em que conserva a energia e os recursos, recicla materiais e reduz as substâncias perigosas dentro da capacidade dos ecossistemas locais e globais, ao longo do ciclo de vida do edifício (ISO/TC 59/SC3 N 459) ”.

Furtado e Alves (2011) citam que a sustentabilidade ambiental é um fator de competitividade global, sendo que as cidades criativas possuem um papel importante na revitalização dos centros urbanos, visto que o fomento às atividades culturais leva à criação de espaços e equipamentos importantes, trazendo maior vitalidade à cidade, atraindo mais pessoas e diferentes culturas.

Quando se trata da preservação de áreas verdes, Lerner (2003) comenta sobre a importância das praças e cita exemplos diversos tipos de intervenções bem-sucedidas, como por exemplo, o Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro ou o Central Park de Nova Iorque (EUA).

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Publicado

2016-09-12

Como Citar

da Silva, T. B., & Tarouco, F. F. (2016). A CONCEPÇÃO DE CIDADES CRIATIVAS SUSTENTÁVEIS. IX Sustentável, 2(2), 67–72. https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2016.v2.n2.67-72