Alguns problemas para uma teoria política marxista em nossa América

Ricardo Prestes Pazello

Resumo


No presente ensaio procuramos
problematizar importantes elementos para a
revitalização de uma teoria política marxista
construída desde a América Latina. Nossa preocupação
foi a de levantar a tradição crítica do marxismo por
meio de algumas questões obrigatórias para a
renovação deste método entre nós. Primeiramente,
revisitamos as formas de interpretação do marxismo
em relação ao continente, classificando-as conforme o
tipo de abordagem feita pelos autores. Este mote se
nos revela importante na medida em que necessitamos
compreender o caminho teórico trilhado pelo
marxismo latino-americano em relação à obra de Marx
e de seus simpatizantes, bem como em relação a estas
obras mesmas que tematizam Marx. Portanto, texto e
metatexto. Depois, aventuramo-nos pelo pensamento
de dois nomes fundamentais do marxismo da América
Latina, Mariátegui e Che Guevara, apontando para o
fato de que representam uma linha crítica e criativa de
nossa produção teórica e prática. Também, sugerimos
três conceitos-chave para o marxismo latinoamericano,
desde uma concepção arejada do que ele
seja. Tais conceitos são o de “dependência”,
“revolução” e “libertação”. Por fim, percorremos
bastante resumidamente as mais importantes
experiências revolucionárias de cunho socialista no
continente, desde a revolução cubana, de 1959, até
chegar ao socialismo do século XXI, da Venezuela, na
virada do século, passando pela experiência chilena da
Unidade Popular, pela revolução sandinista, na
Nicarágua, e pelo neozapatismo mexicano.


Palavras-chave


Marxismo; América Latina; Teoria política marxista latino-americana

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