A Prepotência de matar: digressões sobre a violência pura

Carla Andrade Maricato, Renata Rodrigues Ramos

Resumo


presente trabalho pretendeestabelecer articulações entre Direito eLiteratura, valendo-se do conto “Mineirinho”de Clarice Lispector. A contista declarou ter setransmudado no próprio criminoso“Mineirinho”, morto pelapolícia com trezetiros – “qualquer que houvesse sido o crime,apenas uma bala bastava, o resto era vontadede matar, prepotência”.A intenção do presentetrabalho é fornecer algumas contribuições doDireito para pensar no que consistiria esse atodesarrazoado de violência. Buscou-secaracterizá-la em seu grau puro, aquelainjustificável dentro de parâmetros de Justiça eDireito. Walter Benjamin, no ensaio “Críticada Violência – Crítica do Poder”, sugere queestá no próprio cerne do Direito a violência emsua forma mais pura. É por esse caminho queseguirá esta reflexão,num tempo marcado pelaguerra, violência e genocídio.

Palavras-chave


Violência pura; Prepotência; Direito.

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