Micro resistências e macro potências em espaços urbanos: perspectivas para o Design

Bruna Ferreira Montuori, Maria Luiza Dias Viana, Maria Cecilia Loschiavo dos Santos

Resumo


Este trabalho tem como objetivo levantar reflexões sobre ações coletivas organizadas e realizadas em duas favelas, com foco no uso e na transformação de espaços urbanos. Com base em reflexões teóricas do design e do urbanismo e no relato de duas diferentes experiências de intervenção popular em espaços públicos, pretende-se discutir como ações coletivas podem levantar e trazer questões para esses campos. Propõe-se investigar questões críticas do campo do design no que tange ao seu envolvimento em ações de interesse comunitário que buscam ressignificar espaços e modos de vida nas cidades.


Palavras-chave


Design; participação; colaboração; co-criação; conceitos; urbanidade.

Texto completo:

PDF/A

Referências


ALCOFF, L. 2008. The Problem of Speaking for Others. Just Methods: an interdisciplinary feminist reader. Boulder, CO: Paradigm Publishers, 2008, p. 487-492.

________. An epistemology for the next revolution. In Trans modernity: Journal of Peripheral Cultural Production of the Luso-Hispanic World, v.1, n.2, 2017, p. 67-78.

ARGAN, Giulio C. História da arte como história da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

ARANTES, O.; VAINER, C.; MARICATO, E. A Cidade do pensamento único: Desmanchando consensos. Petrópolis: Editora Vozes, 2002.

BERTELLI, G.B. (Org.). Vozes à margem: periferias, estética e política. São Carlos: Editora EFISCAR, 2017.

BONSIEPE, Gui. Design, cultura e sociedade. São Paulo: Blucher, 2011.

BRUM, Mário. Breve História das Favelas Cariocas – das origens aos Grandes Eventos. In: Maia, R. O Rio (Re)visto de suas margens. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2019, p. 108-135.

CANCLINI, N. G. Las cultura populares en el capitalismo. Mexico, DF: Nueva Imagen, 1989.

CARDOSO, F. de A. O Universo simbólico do design gráfico vernacular. 2010, 193 f. Tese (Doutorado em Design) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010.

DE CERTAU, M. A Invenção do Cotidiano: artes de fazer. São Paulo: Vozes, 2014.

DI SALVO, Carl. Design and the Construction of Publics. In: Design Issues, v.25, nº 1, Winter 2009, p. 48-63, Cambridge: MIT Press, 2009.

ESCOBAR, Arturo. Autonomía y Diseño. La realización de lo comunal. Cauca: Universidad del Cauca, 2016.

___________ Encountering development: the making and unmaking of the third world. New Jersey, NJ: Princeton University Press, 1995.

FERRARA, Lucrécia. D. Design em espaços. São Paulo: Rosari, 2002.

FEZER, J. Design for a post Neo-liberal City. E-flux Journal, 17, jun 2010. Disponível em: . Acesso em: 29 Jan. 2017.

FIGUEIREDO, Poli; Gabriel MAZZOLA. O discurso e a prática da smart city: perspectivas críticas e aproximações sistemáticas no contexto de metrópoles latino-americanas. 2018. Dissertação (Mestrado em Tecnologia da Arquitetura) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.

FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Resultados do déficit habitacional

http://www.fjp.mg.gov.br/index.php/noticias-em-destaque/4154-fundacao-joao-pinheiro-divulga-resultados-do-deficit-habitacional-no-brasil. Acessado em: 13/07.2019.

GAMMAN, Lorraine; THORPE, Adam. Design with society: why socially responsive design is good enough. In Co-Design, v. 7, nº 3-4, 2011, p. 152-165.

HCD. HUMAN CENTERED DESIGN. Kit de Ferramentas. 1ª e 2ª Edições. Fundação Bill & Melinda Gates Trad. Tennyson Pinheiro, José Colucci e Isabela de Melo.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese Cidades.

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/belo-horizonte/panorama. Acessado em: 13/07/2019.

ICSID. INTERNATIONAL COUNCIL OF SOCIETIES OF INDUSTRIAL DESIGN. Definition of Design. Disponível em: https://web.archive.org/web/20090903040817/http://www.icsid.org/about/about/articles31.htm. Acessado em: 03/05/2019.

IDEO. Design Kit: The Human-Centered Design Toolkit. Disponível em: https://www.ideo.com/post/design-kit. Acessado em: 07/09/2019.

JACQUES, B,P. Estética da ginga: a arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Casa da Palavra/RIOARTE,2001.

____________Microresistências urbanas: por um urbanismo incorporado. in ROSA, Marcos. Microplanejamento: Práticas urbanas criativas. Editora Cultura: São Paulo, 2011.

____________Montagem de uma outra herança. Vídeo para obtenção do título de Professora Titular na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V5puc67kZuw. Acessado em: 5 Mar. 2019.

JULIER, G. From Design Culture to Design Activism. In Design and Culture, v.5, nº 2, p. 212-236, july 2013, London: Bloomsbury, 2013.

LEFEBVRE, Henri. A sociedade urbana. A revolução urbana. Trad. Sérgio Martins, Margarida M. Andrade. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999.

____________ A produção do espaço. Trad. Doralice B. Pereira e Sérgio Martins (do original: La production de l’espace) 4. Éd. Paris: Éditions Anthropos, 2000 [1974]).

LEITE, J. de S. (org.). Encontros: Aloisio Magalhães. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2014.

LENSKJOLD, T. U.; OLANDER, S.; HALSE, J. Minor Design Activism: Prompting Change from Within. In: Design Issues, v.31, nº 4, Autumn 2015, p. 67-78, Cambridge: MIT Press, 2015.

MAGALHÃES, A. O que o design industrial pode fazer pelo país? In: Revista Arcos, Rio de Janeiro. V.1, 1998, p 8-12.

MANZINI, Ézio. Design para inovação social e sustentabilidade: comunidades criativas, organizações colaborativas e novas redes projetuais. Rio de Janeiro: E-Papers, 2008.

___________Quando todos fazem design para inovação social. Trad.Luiza Araújo. Editora Unisinos: São Leopoldo - RS, 2017.

MARICATO, Ermínia. Metrópole na periferia do capitalismo: ilegalidade, desigualdade e violência. São Paulo: Hucitec, 1996.

MEHROTRA, Rahul. Working in Bombay: The City as Generator of Practice. In Anytime, June, 1998, p. 64-69. Disponível em: Acesso em 13 Nov. 2017.

MONTUORI, B. F. Design, Favela e Ativismos: experiências e aprendizados com a Redes da Maré no Rio de Janeiro. 2018, 238f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.

____________. Origens e concepção de um curso de design para contextos reais na PUC-Rio: a primeira identidade. In BRAGA, M. da C.; FERREIRA, E. C. K. (Orgs.) Histórias do Design no Brasil III. Sao Paulo: Annablume, 2017, p. 79-99.

____________. ROSA, M., SANTOS, M. C. L. Design by means of citizen activism: three cases illustrated by the action of Coletivo Maré, Rio de Janeiro, Brazil. In The Design Journal, 20:sup1, S2973-S2990.

ONU-ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). Disponível em: «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Acessado em 13/07/2019.

PALLAMIN, Vera. Intervenções urbanas e Comunidades: entre o o consenso e o dissenso. Revista do Instituto Arte das Américas. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2006

PAPANEK, Victor. Design for the Real World. Human Ecology Social Change. Londres: Paladin, 1974

PREFEITURA DE BELO HORIZONTE. Estatísticas e indicadores. Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/estatisticas-e-indicadores/indice-de-qualidade-de-vida-urbana Acessado em: 01/09/2019.

RANCIÈRE Jacques. O desentendimento. Trad. Ângela leite Lopes. Editora 34: São Paulo, 1995.

REDSTRÖM, J. Introduction: Defining Moments. In: Gunn, W., Donovan, J. (Eds). Design and Anthropology. Farnham: Ashgate, 2012, p. 83-100.

REDES DE DESENVOLVIMENTO DA MARÉ. Website da organização. Disponível em: https://redesdamare.org.br/. Acessado em 02/11/2018.

______________. Censo Populacional da Maré. Rio de Janeiro: Redes da Maré, 2019.

RIBEIRO, D. O que é lugar de fala? Belo Horizonte, MG: Letramento, 2017.

ROSA, M. L. From modern infrastructures to operational networks. The qualification of local space at existing large scale utility infrastructure: a method for reading community-driven initiatives. The case of São Paulo. 2015, 350 f. Tese (Doutorado em Arquitetura) - Universidade Técnica de Munique, Munique, 2015.

_________. Microplanejamento práticas urbanas criativas. São Paulo: Cultura, 2011.

SANDERS, E.N., STAPPERS, J.P. Co-creation and the new landscapes of design, Co-Design. Co-design-International Journal of Co-creation In Design And The Arts. 4:1, 5-18, DOI: 10.1080/15710880701875068, 2008.

SOUSA SILVA, Eliana. Testemunhos da Maré. Rio de Janeiro: Mórula, 2015.

TONKINWISE, Cameron. Urgently Designing Cosmopolitan Localism in the Era of Xenophobia. In The Radical Designist, n.4, junho 2016, 2016, p. 2-19.




DOI: https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2019.v5.n5.67-80

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Bruna Ferreira Montuori, Maria Luiza Dias Viana, Maria Cecilia Loschiavo dos Santos

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.