ARQUITETURA COM CHEIRO DE MATO: A EXPERIÊNCIA PARTICIPATIVA NA CONCEPÇÃO DE UM CENTRO COMUNITÁRIO

Thiago Carvalho Brito, Fernanda Rabelo Oliveira, Paulo Lisboa Nobre

Resumo


O presente artigo está pautado na aplicação do processo participativo como metodologia de um projeto social, visando demonstrar a eficácia do diálogo com a comunidade na construção de um programa de necessidades condizente com a realidade local e que fortalece sentimentos de pertencimento e identidade com o lugar. Em consonância com esse objetivo, propõe-se um anteprojeto arquitetônico de um Centro Comunitário situado no bairro de Lagoa Azul no município de Natal/RN. Nesse contexto, foi adotado como conceito a "Arquitetura com Cheiro de Mato", que resgata a relação do homem com o meio ambiente e suas memórias afetivas vinculadas aos elementos naturais e utilizando os princípios da Arquitetura Bioclimática. As diretrizes do projeto foram definidas a partir do uso dos aspectos bioclimáticos e do processo participativo como condicionantes projetuais, desenvolvidos a partir de estudos teórico-metodológicos-referenciais que possibilitaram estabelecer relações entre esses temas. Espera-se que a adoção de tal percurso metodológico possa promover soluções mais adequadas ao lugar, gerando maior qualidade de vida e a preservação do meio ambiente.


Palavras-chave


Arquitetura bioclimática; Processo Participativo; Centro Comunitário

Texto completo:

PDF/A

Referências


AMARAL, I. Ressaltando as tensões tectônicas: a complexidade dos conflitos criativos e construtivos na concepção do projeto. ENANPARQ II Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Natal: [s.n.]. 2012.

ASBEA. Guia sustentabilidade na arquitetura: diretrizes de escopo para projetistas e contratantes. São Paulo: Prata Design, 2012.

BITTENCOURT, L.; CÂNDIDO, C. Ventilaçao Natural em Edificações. PROCEL EDIFICA. Rio Janeiro. 2010.

BONFIM, C. D. J. et al. Centro Comunitário. Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação. Lisboa PT. 2000.

CAPISTRANO, L. F. D. et al. Memória minha comunidade: Lagoa Azul. Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo- SEMURB. Natal. 2013.

CORBELLA, O.; YANNAS, S. Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos: conforto ambiental. Rio de Janeiro: Revan, 2003.

CORREA, C. B. DROPS. www.vitruvius.com.br, 2001. ISSN 004.07. Disponivel em: . Acesso em: 17 jul. 2015

HOLANDA, A. D. Roteiro para construir no nordeste; arquitetura como lugar ameno nos trópicos ensolarados. Recife: UFPE Mestrado de Desenvolvimento Urbano, 1976.

LAWSON, B. Como arquitetos e designers pensam. 1. ed. São Paulo: Oficina de textos, 2011.

MAHFUZ, E. D. C. Ensaio sobre a razão compositiva: uma investigação sobre a natureza das relações entre as partes e o todo na composição arquitetônica. Belo Horizonte: AP Cultural, 1995.

NUNES, D. Pedagogia da participação. Salvador: UNESCO/Quarteto, 2002.

PRONSATO, S. A. D. Arquitetura e Paisagem: projeto participativo e criação coletiva. 1. ed. São Paulo: AnnaBlume, Fapesp, Fupam, 2005.




DOI: https://doi.org/10.29183/2447-3073.MIX2017.v3.n2.33-39

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 MIX Sustentável