Entre o vivido e o por viver

projeto e técnica como campos de disputa nos modos populares de feitura da cidade

Autores

Palavras-chave:

Saberes populares, Técnica urbanística, Participação social, Assentamentos precários, Feitura da cidade

Resumo

Este artigo problematiza os modos de feitura da cidade a partir da tensão entre saber técnico e saber popular em contextos de assentamentos precários. Com dois estudos de caso no sul do Brasil, discute-se de que maneira a técnica urbanística, tida como neutra, atua enquanto dispositivo de poder que tende a silenciar as formas populares de produção do espaço. Em contraposição, evidencia-se a emergência de práticas contra-hegemônicas que tensionam o código dominante da técnica do urbanismo e revelam modos sensíveis e insurgentes de habitar e projetar a cidade. Michel Agier, Jacques Rancière e Andrew Feenberg nos ajudam a compreender o projeto não apenas como produto, mas como campo de negociação, conflito e invenção, onde se confrontam diferentes regimes de saber e modos de vida. Ao analisar as astúcias cotidianas dos moradores e o trabalho das assessorias populares, queremos pensar a cidade como obra inacabada, permeável à democratização do saber técnico

Biografia do Autor

  • Gabriel Fernandes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PROPUR-UFRGS).

  • Paulo Reyes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Pós-doutorado em filosofia, professor do Departamento de Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS.  

  • Bruno Mello, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Doutor em Planejamento Urbano e Regional, professor do Departamento de Urbanismo e do Programa de Pesquisa e Pós Graduação em Arquitetura da UFRGS. 

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Publicado

05-08-2026

Edição

Seção

Dossiê Temático

Como Citar

Entre o vivido e o por viver: projeto e técnica como campos de disputa nos modos populares de feitura da cidade. Cadernos NAUI, [S. l.], v. 15, n. 28, p. e8998, 2026. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/naui/article/view/8998. Acesso em: 9 ago. 2026.