O USO DE CADASTRO E DADOS LIVRES PARA O LEVANTAMENTO LOCACIONAL DE ÁREAS FLORESTAIS PARA MEDIDAS COMPENSATÓRIAS
Palavras-chave:
Geoprocessamento, Car, Sigef, Corredores ecológicos, Sistema de informação geográficaResumo
Os avanços tecnológicos na aquisição de dados espaciais têm proporcionado soluções eficientes para organizações públicas e privadas coletarem informações detalhadas sobre o território. Por meio do sensoriamento remoto e dos sistemas de informação geográfica (SIG) é possível identificar e classificar elementos com diferentes respostas espectrais, como a vegetação. Técnicas de geoprocessamento permitem mapear e analisar diversas condições ambientais. Atualmente, grandes projetos com significativo impacto ambiental exigem licenciamento vinculado a compensações que assegurem a conservação e a sustentabilidade das áreas influenciadas pelos empreendimentos. A conservação ambiental é central nas discussões sobre sustentabilidade e preservação da biodiversidade. Este estudo apresenta resultados do levantamento locacional de áreas florestais com vegetação nativa primária ou em estágios médios a avançados de sucessão secundária, que possuem conectividade ou potencial de formação de conectividade por meio de corredores ecológicos na área de influência do Oleoduto Santa Catarina - Paraná (OSPAR), em conformidade com as legislações federal, estadual e municipal aplicáveis. O oleoduto OSPAR, com aproximadamente 117 km de extensão, é um sistema de transferência entre o Terminal Marítimo de São Francisco do Sul/SC e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) em Araucária/PR. Utilizando técnicas de SIG e sensoriamento remoto, uma área de influência (buffer) de 10 km foi analisada para identificar potenciais corredores ecológicos. Marcos legais, como as resoluções do CONAMA e leis nacionais de conservação ambiental, orientaram a análise. Este método identificou áreas florestais significativas que podem contribuir para a conectividade ecológica, promovendo a conservação da biodiversidade no bioma Mata Atlântica. Os resultados destacam a importância da gestão integrada e o potencial do uso do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para incentivar proprietários a preservar esses ecossistemas críticos.