CARACTERIZAÇÃO DE UM PROJETO DE CINOTERAPIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Luana Zimmer Sarzi, Renata Gomes Camargo

Resumo


A terapia mediada por cães, nomeada Cinoterapia ainda é pouco explorada no que se refere ao contexto educacional. Porém são evidentes os benefícios que o cão pode proporcionar ao ser humano, em diferentes espaços em que este animal atua como mediador das atividades (MARTINS, 2006). Com o intuito de abranger o contexto escolar desenvolve-se desde 2015 no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina – CA/UFSC o projeto intitulado Proposta de atividades mediadas por animais no Colégio de Aplicação a partir da Cinoterapia, com o objetivo de ofertar e pesquisar os benefícios de atividades mediadas por cães, voltadas para estudantes que apresentam alteração de fala e/ou dificuldades/distúrbios de aprendizagem em leitura e escrita. Foram desenvolvidas ao longo de 2016 e 2017 atividades mediadas por cães, para um grupo de em torno de 10 estudantes, com idade entre 6 e 10 anos, que apresentavam estas características, visando desenvolver habilidades e aprendizagens para a minimização destas dificuldades. Ao final de cada encontro, os estudantes realizavam avaliação das atividades a partir de desenhos padrões que indicavam se a atividade estava totalmente boa, parcialmente boa ou ruim. Estas avaliações foram abordadas neste trabalho de forma quanti-qualitativa e os dados foram interpretados com base na Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011). Percebeu-se, ao final da análise das avaliações que grande parte dos estudantes consideram as atividades totalmente boas nos dias em que o cão estava presente, o que demonstra a significação das atividades desenvolvidas a partir da intervenção cão como principal mediador da aprendizagem.

Palavras-chave


Cinoterapia. Educação. Linguagem verbal.

Texto completo:

PDF

Referências


BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

CAPOVILLA, A.; CAPOVILLA, F. Efeitos do treino de consciência fonológica em crianças com baixo nível socioeconômico. Psicologia Reflexão e Critica 13 (1), 7-24, 2000.

CARVALHO, S. M. S. Reflexões sobre a extensão na universidade pública brasileira. ParticipAção, Brasília, n. 16, p. 12-20, 2009.

CAVALHEIRO, L. G. C.; BRANCALIONI, A. R.; KESKE-SOARES, M. Perfil comunicativo de crianças com desenvolvimento fonológico normal e com desvio fonológico. Distúrb Comun, 2013, São Paulo, 25(3): p. 359-367.

E. P.; CHERNIACK, A. R, CHERNIACK. The Benefit of Pets and Animal-Assisted Therapy to the Health of Older Individuals. Current Gerontology and Geriatrics Research, v. 2014, p. 1-9, 2014.

DOTTI, J. Terapia & Animais. Osasco (SP): Noética, 2006.

DUQUE, J. A. V. Actividades y terapia asistida por animales desde la mirada del Modelo de Ocupación Humana. Revista Chilena de Terapia Ocupacional, Chile, v. 11, n. 1, p. 1-10, 2011.

FERREIRA, J. M. A cinoterapia na APAE de SG: um estudo orientado pela teoria bioecológica do desenvolvimento humano. Conhecimento & Diversidade, Niterói, n. 7, p. 98–108, jan./jun. 2012.

JAKUBOVICZ, R., LEME, M. P. Exercícios de linguagem. Rio de Janeiro: Revinter, 2012.

KAWAKAMI, C. H.; NAKANO, C. K. Relato de experiência: terapia assistida por animais (TAA)-mais um recurso na comunicação entre paciente e enfermeiro. Proceedings of the 8. Brazilian Nursing Communication Symposium, São Paulo, p. 1-7, 2002.

LAFRANCE, C.; GARCIA IJ, LABRECHE J. The effetct of therapy dog on the communication skills of na adult with aphasia. Journal of Communication Disorders, v. 40, n.3, p. 215-224, 2007.

LEWIS, N. Ruby goes to school: Using therapy dogs as treatment assistants. The ASHA Leader, v. 8, n.17, p.12–13, 2003.

MARTINS, M. F. Animais na escola. In.: DOTTI, J. Terapia & Animais. Osasco(SP): Noética, 2006.

PEREIRA, M. J. F.; PEREIRA, L.; FERREIRA M. L. Os benefícios da terapia assistida por animais: uma revisão bibliográfica. Saúde coletiva, São Paulo, v.4, n 14, p. 62-66, 2007.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.