PRORROGADA Chamada 2027.1 (v.16, n.30, jan-jun) Dossiê "Dinâmicas Urbanas no Processo de Verticalização das Cidades Brasileiras"

26-06-2026

NOVO PRAZO! CHAMADA PARA DOSSIÊ DINÂMICAS URBANAS NO PROCESSO DE VERTICALIZAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS


A revista Cadernos NAUI está com chamada aberta para o Dossiê “Dinâmicas Urbanas no processo de Verticalização das Cidades Brasileiras” e tem NOVO PRAZO. Os artigos devem ser encaminhados exclusivamente pelo sistema OJS até 31/07/2026.


O Censo 2022 revelou que cerca de oito a cada dez pessoas moram em casas, mas cresce a proporção de moradores em apartamentos, fenômeno chamado de verticalização, que afeta as dinâmicas urbanas sob diferentes aspectos. Santa Catarina, por exemplo, representa o estado com maior intensidade do fenômeno da verticalização urbana no período de 2000 a 2022, com incremento percentual de 13,19%, o maior do Brasil, sendo Balneário Camboriú a segunda cidade mais verticalizada do país, como mostram pesquisas de Leandro Ludwig.


As críticas à verticalização abarcam, entre outros, os impactos socioespaciais e ambientais da acelerada expansão de novos prédios e fenômenos como a produção imobiliária destinada às plataformas digitais de aluguel de curto prazo, influenciando o aluguel de longo prazo e dificultando o acesso à moradia.
Em contrapartida, movimentos sociais tensionam tal lógica, levando a conflitos entre apropriação e dominação no espaço urbano, na perspectiva tridimensional da teoria do espaço de H. Lefebvre: no terreno espacial, social e simbólico.


Para a composição do dossiê, interessam-nos debates sobre: a verticalização especulativa e os seus impactos, especialmente na orla marítima, na paisagem, no meio ambiente, no saneamento e no patrimônio cultural e paisagístico; a relação com a cotidianidade e a sociabilidade urbana a partir da proliferação de estúdios, lofts e aluguel por aplicativos (Airbnb); a construção ideológica (discurso/narrativa) dos grupos dominantes a serviço da cidade como mercadoria e de legitimação dos processos especulativos do capital financeiro-imobiliário.
Esperamos receber artigos e ensaios fotográficos que abordem o tema com discussões teórico-metodológicas e pesquisas empíricas.