CADASTRO TÉCNICO MULTIFINALITÁRIO E A GESTÃO DE FLORESTAS NATIVAS EM ESCALA MUNICIPAL
Palavras-chave:
Gestão Territorial, Serviços Ecossistêmicos, Florestas Tropicais (Mata Atlântica), Sistemas de Informação GeográficaResumo
A Floresta Atlântica sofreu forte fragmentação nos últimos séculos provocada pelo uso e ocupação do solo. Esta fragmentação reduz a produção de serviços ecossistêmicos, como regulação hídrica e climática, sequestro de carbono e biodiversidade, bem como, os estoques de recursos naturais locais. A análise técnica de produtos do sensoriamento remoto pode desempenhar importante papel nas pesquisas sobre os remanescentes florestais nativos. Sistemas cadastrais multifinalitários
baseados em imagens de alta resolução, como fotografias aéreas, permite análises acuradas que podem embasar o planejamento e monitoramento dos fragmentos florestais ainda existentes. Este artigo visa avaliar os fragmentos florestais nativos num recorte da bacia hidrográfica do rio Cubatão, Joinville, Santa Catarina. Para tanto, foi utilizado um método baseado em sistemas de informações geográficas desenvolvido a partir de fotografias aéreas de 2007 ortorretificadas e dados do cadastro técnico multifinalitário municipal no software ArcGis utilizando a extensão gratuita V-Late. O método é composto de quatro etapas: integração de dados; identificação de fragmentos florestais nativos existentes; cálculo das variáveis: quantidade, área, localização e estágios sucessional; e elaboração dos mapas temáticos. Os resultados apontaram a existência de 110 remanescentes florestais com tamanho médio de 1,7ha. A maior parte dos remanescentes apresenta estágio médio de sucessão, 61%. Dos demais fragmentos, 34,5% estão em estágio inicial e 4,5% estão em estágio avançado de regeneração natural. Dos remanescentes florestais localizados, 43% estão localizados em áreas de matas ciliares dos principais rios locais. O método aplicado permitiu identificar os fragmentos. Este método pode ser utilizado por gestores públicos para gestão de florestas em território municipal porque pode apoiar a tomada de decisão sobre planejamento e monitoramento dos remanescentes locais.