MODELO DIGITAL DE TERRENO E DADOS DE OBSTÁCULO COMO FATOR DE SEGURANÇA À NAVEGAÇÃO AÉREA
Palavras-chave:
Navegação aérea, obstáculos, e-TODResumo
O uso de informação altimétrica na aviação decorre do risco que o relevo e as edificações sobre o mesmo podem oferecer como obstáculos à navegação aérea. O conhecimento do terreno, juntamente com as edificações consideradas como obstáculos às aeronaves, pode apoiar desde os elaboradores de procedimentos para voos por instrumento (IFR) até os pilotos que planejam e executam os voos por regras visuais (VFR). Diante disto, a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) preconizou requisitos e orientações para a geração de uma base de dados altimétricos denominada de Dados Eletrônicos de Terreno e Obstáculos (e-TOD). Os requisitos de qualidade e características dos dados são variáveis para quatro áreas distintas, que abrangem todo o território nacional, inclusive distâncias menores que 1 km na área de aproximação da pista. Neste contexto, o Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) está conduzindo estudos e ações no sentido de produzir os dados necessários para o e-TOD, bem como torná-los disponíveis para os usuários do espaço aéreo brasileiro. Atualmente, o ICA vem utilizando as técnicas de fotogrametria digital para geração de modelo digital de terreno e dados de obstáculos para aeroportos brasileiros, tais como Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins-MG; Aeroporto Internacional Tom Jobim e Aeroporto Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro; Aeroporto Internacional de Guarulhos e Aeroporto de Congonhas, ambos em São Paulo. Neste artigo serão apresentados a metodologia de trabalho utilizada e os resultados obtidos. O propósito do presente trabalho é expor a relevância dos dados e-TOD, uma vez que constituirá um importante fator de auxílio para a segurança da navegação aérea