INFERÊNCIA ESPACIAL DA ONDULAÇÃO GEOIDAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
Palavras-chave:
Gnss/nivelamento, Ondulação geoidal, Geoestatística, KrigagemResumo
A informação altimétrica, que no passado era determinada por meio de nivelamento geométrico, atualmente pode ser estabelecida com o auxílio das observações de satélites. O advento do GNSS (Global Navigation Satellite System) propiciou a determinação de altitudes geodésicas com facilidade e alta precisão. A partir dessa altitude, pode-se obter a altitude ortométrica ou normal (altitudes físicas), por meio do conhecimento da ondulação geoidal ou quase-geoidal. O emprego de altitudes físicas é essencial em construções e monitoramentos de barragens, estradas, linhas férreas, transposição de rios, entre outras aplicações. Uma vez que o modelo geoidal é determinado, sua qualidade pode ser comparada por meio da utilização de observações GNSS nas referências de nível (RRNN). A ondulação geoidal, obtida a partir da subtração entre altitude geodésica e altitude ortométrica (normal), pode ser comparada com a ondulação geoidal advinda do modelo geoidal previamente determinado. O objetivo deste trabalho é estimar uma superfície geoidal por meio da geoestatística, a partir de estações GNSS/nivelamento e compará-la com o modelo geoidal GEOIDESP14. Para tanto, utilizou-se a Krigagem para gerar a superfície no domínio territorial do estado de São Paulo. Como resultado, obteve-se um modelo variográfico nas direções de 45° e 135°, que melhor se ajustavam aos dados de ondulação geoidal de 170 estações distribuídas no território paulista. Os resultados gráficos da krigagem ordinária, a partir de 170 estações GNSS/nivelamento são consistentes com o modelo geoidal do estado de São Paulo.