UTILIZAÇÃO DE SENSORIAMENTO REMOTO COMO FERRAMENTA DE APOIO PARA DETECÇÃO DE ÁREAS DE RISCO

Autores

  • Ricardo Freddo Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) – Laboratório de Sistemas Inteligentes e Modelagem (LabSIM)
  • Natália Carvalho de Amorim Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) – Laboratório de Sistemas Inteligentes e Modelagem (LabSIM)
  • Rogério Rodrigues de Vargas Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) – Laboratório de Sistemas Inteligentes e Modelagem (LabSIM)
  • Robert Martins da Silva Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) – Núcleo de Estudos em Cartografia e Agrimensura (NECA)
  • Alexandre Bernardino Lopes Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Centro de Estudos do Mar (CEM)

Palavras-chave:

Classificação, Imagens orbitais, Inundação

Resumo

Enchentes e inundações são eventos recorrentes e que estão correlacionados com intensidade de chuvas, relevo, propriedades físico-químicas do solo e até mesmo as ações antrópicas. O rápido crescimento das áreas urbanas brasileiras resultou em um processo desordenado de ocupação, fato que originou diversos problemas nas esferas social e ambiental, sendo que uma parcela da população acabou por ocupar áreas ribeirinhas criando situações de risco e vulnerabilidade. Neste sentido, um dos maiores desafios dos gestores é a determinação de áreas de risco e a elaboração de metodologias para mitigar ou até mesmo erradicar esta situação no longo prazo. O Sensoriamento Remoto é uma tecnologia que apresenta um enorme potencial para uso como ferramenta de apoio à tomada de decisão em planejamento urbano. Este trabalho demonstra o uso de imagens do satélite Sentinel-2 para o município de Itaqui-RS tanto no período de leito normal, quanto no período de cheia do Rio Uruguai. Estas imagens foram submetidas ao algoritmo de classificação não-seupervisionada ckMeansImage para detecção de áreas de risco à inundação e, para validar os resultados obtidos, utilizou-se dados observados através do levantamento geodésico realizado na mesma área de estudo. O algoritmo foi executado e desta forma foram definidas três classes: Estrutura Urbana, Vegetação e Água. Percebeu-se que a área classificada como Água durante o período de cheia do Rio Uruguai coincide com o levantamento geodésico, validando assim os resultados obtidos através do Sensoriamento Remoto.

Publicado

2026-04-15

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

UTILIZAÇÃO DE SENSORIAMENTO REMOTO COMO FERRAMENTA DE APOIO PARA DETECÇÃO DE ÁREAS DE RISCO. (2026). COBRAC. https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/cobrac/article/view/10761