GESTÃO TERRITORIAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E SUA FUNÇÃO NA GARANTIA DE JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL: O caso do monumento natural lagoa do peri
Palavras-chave:
Meio ambiente, Segregação socioespacial, Gestão territorial, Justiça socioambiental, Infraestruturas verdesResumo
Soluções baseadas na natureza são necessárias para lidar com a rápida urbanização e densificação das cidades, o acesso da população a espaços verdes é um fator de qualidade de vida que deve cumprir funções ambientais e socioculturais. No Brasil, entretanto, os processos de segregação socioespacial conduzem parcelas da população menos abastadas a habitar locais com deficiência de infraestruturas e equipamentos públicos, reforçando suas carências. A falta de espaços verdes é um destes problemas, especialmente em lugares periféricos. Para refletir este cenário esta pesquisa toma como referência a equidade compensatória, que diz que a população mais vulnerável é a que deveria ter maior acesso às áreas verdes. Nesse primeiro passo, analisou-se a dinâmica do Monumento Natural Lagoa do Peri, maior Unidade de Conservação de Florianópolis. Foram mapeadas as áreas verdes públicas e delimitadas as Unidades de Conservação do município, por meio de imagens de sensores remotos. O planejamento apropriado de Unidades de Conservação, com a construção e execução do Plano de Manejo, contribui para uma discussão que integre, em seu escopo, a questão ambiental e o planejamento territorial.