LEVANTAMENTO CADASTRAL E AFLORAÇÃO RADIAL DE FOCOS DA DENGUE COM BASE NO BANCO DE DADOS SIMPLIFICADO: Uma ótica geoepidemiológica
Palavras-chave:
Terrenos abandonados, Saneamento, Riscos, Análises de intensidadeResumo
A carência da promoção de saneamento público resulta na ampliação de focos das doenças tidas como reincidentes, tais como a Dengue, em locais que passam a ser abandonados e sem identificação de uso, para bem coletivo ou privado. Essas ausências de dinâmicas moldam processos onde aflorações de casos da Dengue enfatizam a importância de políticas públicas no tocante ao bem-estar social, bem como o direcionamento correto de uso de propriedades sem que passem a representar riscos expandidos como agentes de propagação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, este trabalho tem como base a realização de um levantamento cadastral a partir de um Banco de Dados Simplificado para fomentar análises da afloração radial de focos em virtude de terrenos baldios sujos situados no município de Presidente Prudente - SP, abrangendo os bairros de Vila Santa Helena, Jardim Paulista e Vila Geni. A metodologia adotada utiliza um mapeamento trabalhado com o software QGIS para analisar a intensidade classificada como negativa às áreas vizinhas a essas propriedades em dois períodos: 2013 e 2019. Além disso, objetiva identificar por meio da campanha “Radar da Dengue” a geoespacilização dos casos confirmados de contágio desta doença. Mostra-se como resultado, a partir de mapas de Kernel, a dinâmica dos riscos de contágio caracterizados por esses terrenos, além de gerenciar essa distribuição espacial e o grau de espalhamento que os focos podem atingir.