AVALIAÇÃO ALTIMÉTRICA MORFOLÓGICA APLICADA À PROJETOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS
Palavras-chave:
Exatidão altimétrica, Cartografia, Morfologia, Relevo, Modelo digital de elevaçãoResumo
Usinas hidrelétricas causam impactos que são usualmente estimados pelo indicador de Moreira e Polle (M&P), que consiste na potência hidrelétrica produzida por hectare de área inundada. Apesar dos empreendedores utilizarem bases altimétricas com qualidade declarada para atender às normas até as etapas de projeto, não é verificado com segurança, a priori, se a tolerância altimétrica de tais bases é suficiente para assegurar um não aumento nos impactos. Este trabalho versa sobre qualidade altimétrica necessária a suprir as demandas de projetos hidrelétricos e à legislação cartográfica. Para atender aos objetivos foi desenvolvido um método para avaliar a qualidade de bases altimétricas priorizando a morfologia, de forma que as informações altimétricas provenientes das bases e dos levantamentos de campo, quando confrontadas, apresentem suas reais diferenças. Para tanto foram utilizadas duas áreas de estudo com relevos diferenciados. Para validar as bases foram realizadas avaliações pontuais de qualidade, e no final foi apresentada a proposta de avaliação morfológica que levou em consideração os relevos das regiões e os consequentes reflexos ocasionados pela demarcação gráfica das superfícies simuladas. Analisando os resultados verifica-se que, praticamente todas as bases testadas foram enquadradas no PEC para a exatidão declarada, e puderam ser avaliadas morfologicamente. Cada base também teve indicada qual etapa de projeto de hidrelétrica pode ser utilizada.