ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS UTILIZADAS NO BRASIL PARA MAPEAMENTOS EM GRANDES ESCALAS
Resumo
Desde a antiguidade, um dos maiores desafios cartográficos foi a representação plana da superfície elipsoidal do modelo da Terra. Estes mapas teriam que possuir as características de continuidade e baixa distorção. A continuidade é necessária para uma representação sistemática de grandes regiões contínuas, evitando ilhas cartográficas. A baixa distorção é necessária para não comprometer a qualidade geométrica das feições identificadas e medidas no mapa. Na busca da melhor projeção para mapeamentos em escalas grandes (1/10.000 à 1/500), muitas proposições são apresentadas. A solução de representação plana topográfica local, apesar de apresentar simplicidade para o usuário, não atende os preceitos de continuidade e apresenta baixa distorção somente para regiões de dimensões reduzidas. A projeção U.T.M. (Universal Transversa de Mercator), obrigatória para a cartografia sistemática brasileira, é usada indiscriminadamente nas escalas maiores que 1/10.000, apresentando distorções indesejáveis para representações cadastrais. A projeção Gauss-Krüger é utilizada na cidade de Porto Alegre e região metropolitana. A projeção L.T.M. (Local Transversa de Mercator) é utilizada pelo Instituto de Cartografia Aeronáutica para representações em grandes escalas de regiões estratégicas. A projeção R.T.M. (Regional Transversa de Mercator) apresenta sua utilização mais regional. As projeções RTM-RS e RTM-PR apresentam adaptações para minimização das distorções, nas representações do Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente. A projeção P.B.G. (Projeção Brasileira de Gauss) é apresentada por Philips-1997 para utilização em todo território brasileiro. Este trabalho apresenta as especificações das projeções UTM, Gauss-Krüger, LTM, RTM, RTM/RS, RTM/PR, suas propriedades, quadros comparativos das distorções verificadas e algumas considerações sobre suas utilizações, para mapeamentos em escalas maiores que 1/10.000.