O fenômeno da cognição social a partir da análise do episódio “Queda Livre” da série Black Mirror

Autores

  • Maria Eduarda de Melo Universidade Federal de Santa Catarina
  • Maria Eduarda Jaruzo Moraes Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

O artigo propõe analisar o episódio ‘Queda Livre’da série Black Mirror com base nacognição social. Teve por objetivos investigar o fenômeno da cognição social manifestado no contexto das relações humanas nas redes sociais durante a fase adulta, identificar a constituição da percepção social e sua relação com pré-conceitos, investigar a relação da influência social nos comportamentos de tomada de decisão, identificar o processo de construção do autoconceito na comparação dos estilos de vida nas redes sociais, descrever do papel da motivação extrínseca modulada pelos comportamentos de avaliação nas amizades e caracterizar a seletividade perceptiva nas relações de amizade. Para isso, foi realizada uma observação analítica e crítica do episódio ‘Queda Livre’ da série Black Mirror (Netflix). Concluiu-se, por meio da análise, que as redes sociais possuem grande poder de influenciar a forma como o indivíduo percebe os outros e a si mesmo e quais os aspectos ele percebe também. Além disso, constatou-se que as redes sociais possuem o potencial de influenciar os comportamentos por meio das comparações com estilos de vida nela expostos, como a autoestima. Palavras-chave: cognição social; redes sociais; subjetividade; Pandemia.

Biografia do Autor

Maria Eduarda de Melo, Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Psicologia

Maria Eduarda Jaruzo Moraes, Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Psicologia

Referências

Alves, A. E. B., Andrade, G. S., Oliveira, J. A., Alves, J. B. & Brandão, N. P. (2020). O uso das redes sociais em época de pandemia - um estudo de caso aplicado em quatro escolas técnicas estaduais de Pernambuco. Comunicação oral do quarto Congresso Internacional de Gestão e Tecnologias. https://doi.org/10.31692/2596-0857.IVCOINTERPDVGT.0079

Asch, S. E. (1951). Effects of group pressure on the modification and distortion of judgments. In H. Guetzkow (Ed.), Groups, leadership and men: research in human relations (pp. 177-190). Carnegie Press. https://psycnet.apa.org/record/1952-00803-001

Brooker, C. (2011, 1 dezembro). Charlie Brooker: the dark side of our gadget addiction. The Guardian. https://www.theguardian.com/technology/2011/dec/01/charlie-brooker-dark-side-gadg et-addiction-black-mirror

Brooker, C., Reisz, B., & Jones, A. (Produtores executivos). (2011-2021). Black Mirror [série]. Zeppotron, & House of Tomorrow; Netflix.

Brunelli, P. B., Amaral, S. C. S., & Silva, P. A. I. F. (2019). A autoestima alimentada por “likes”: uma análise sobre a influência da indústria cultural na busca pela beleza e o protagonismo da imagem nas redes sociais. Revista Philologus, 25(53), 226-236. http://www.filologia.org.br/rph/ANO25/73supl/19.pdf

Castells, M. (2003). Internet e Sociedade em Rede. In D. Moraes (org.), Por uma Outra Comunicação: Mídia, Mundialização Cultural e Poder (pp. 255-288). Record. Gil, A. C. (2008). Observação In Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (6° ed. pp. 100-108). Atlas. https://ayanrafael.files.wordpress.com/2011/08/gil-a-c-mc3a9todos-e-tc3a9cnicas-de pesquisa-social.pdf

Leary, M. R., Tchividjian, L.R. & Kraxberger, B. E. (1994). Self-presentation can be hazardous to your health: impression management and health risk. Health Psychology, 13(6), 461-470. https://doi.org/10.1037/0278-6133.13.6.461

Lira, M. & Silva, V. P. G. (2015) Motivação Intrínseca vs. Motivação Extrínseca: A Aplicação da Escala WPI no contexto do Setor Público Português. Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 5(4), 171-195. http://dx.doi.org/10.18028/2238-5320/rgfc.v5n4p171-195

Mizael, T. M. & Rose, J. C. (2017) Análise do Comportamento e Preconceito Racial: Possibilidades de Interpretação e Desafios. Acta Comportamentalia: Revista Latina de Análisis de Comportamiento, 25(3), 365-377. https://www.redalyc.org/journal/2745/274552568005/html/

Montardo, S.P. (2019). Selfies no Instagram: implicações de uma plataforma na configuração de um objeto de pesquisa. Galaxia, 41, 169-182. http://dx.doi.org/10.1590/1982-25542019237688

Nolen-Hoeksema, S., Fredrickson, B. L., Loftus, G. R. & Wagenaar, W. A (2012). Cognição Social In Atkinson & Hilgard: introdução à psicologia. (15th ed., pp. 606-632) Cengage Learning.

Oliveira, M. R., & Machado, J. S. A. (2021). O insustentável peso da autoimagem: (re)apresentações na sociedade do espetáculo. Ciência & Saúde Coletiva, 26(7). 2663-2672. https://doi.org/10.1590/1413-81232021267.08782021

Oxford Languages. (2021). Tendencioso In Oxford University Press.

Ribeiro, F. (2011). Motivação e aprendizagem em contexto escolar. PROFFORMA, 3 http://www.cefopna.edu.pt/revista/revista_03/pdf_03/es_05_03.pdf

Ricarte, E. (2020). A expansão do processo de digitalização durante a pandemia de COVID-19. Finisterra, 55(115), 53-60. https://doi.org/10.18055/Finis20350

Rodrigues, A., Assmar, E.M.L., & Jablonski, B. (2009). Cognição Social. In Psicologia Social (53-80). Vozes.

Silveira, M. D. P. (2004). Efeitos da Globalização e da Sociedade em Rede Via Internet na Formação de Identidades Contemporâneas. Psicologia Ciência e Profissão, 24(4), 42-51. https://doi.org/10.1590/S1414-98932004000400006

Downloads

Publicado

2021-11-03