A máquina do tempo e a carta do viajante patagônico
Résumé
O ensaio articula fotografia e território a partir da ideia da câmera fotográfica como uma máquina do tempo capaz de acessar o passado por meio da experiência sensível. Partindo da câmera analógica como ligação afetiva, a fotografia é apresentada como uma prática reflexiva de exercício de memória e viagem no tempo. As imagens produzidas durante a viagem para Patagônia funcionam como fissuras temporais que ativam uma experiência sinestésica. Aludindo e dialogando com o texto Carta del viajero, de Julio Cortázar, o texto se concentra na Patagônia argentina como território mágico e resistente à descrição totalizante pela palavra. Ao mesmo tempo, problematiza a inserção da região nas dinâmicas do capitalismo extrativista, da privatização de terras e dos conflitos com povos originários, especialmente os Mapuches. A fotografia emerge, assim, como ferramenta de memória e cuidado dos territórios latino-americanos.
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