A irregularidade constitucional da diáspora haitiana: degeneração sistêmica e migração forçada
Résumé
A Constituição do Haiti de 1987 foi um marco na história política do país, aspirando estabelecer um sistema democrático após longos períodos de governos autoritários. Essa constituição foi projetada para assegurar os direitos fundamentais e estabelecer instituições justas e equitativas. Porém, desafios persistentes têm levado a uma erosão contínua dessas promessas. Este estudo visa explorar como a irregularidade constitucional e a degeneração sistêmica no Haiti têm impulsionado a migração de populações vulneráveis, particularmente a diáspora haitiana, para destinos como Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, sob a ótica de saúde e trabalho. Utiliza-se uma revisão de literatura baseada em fontes indexadas nas bases SciELO e Google Acadêmico, cobrindo o período de 1986 a 2016, focando nos descritores relacionados à constituição haitiana, migração haitiana, e impactos da intervenção internacional. A análise revela que a instabilidade política e a insegurança têm sido catalisadores para a migração, especialmente da classe média haitiana, que busca refúgio e oportunidades em outras nações devido à incapacidade de progredir em um ambiente de constante insegurança. A interferência política internacional tem exacerbado essas condições, colocando o Haiti em uma posição periférica em suas próprias decisões políticas e econômicas. A necessidade de reestruturação da governança no Haiti é evidente, assim como é crucial reavaliar as relações internacionais para minimizar interferências que prejudiquem a autonomia e a estabilidade interna. A compreensão da migração haitiana requer uma abordagem que considere tanto as falhas internas quanto as pressões externas que moldam as trajetórias migratórias dessas populações vulneráveis.
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