Caracterização político-organizativa e da estabilidade dos governos Gabriel Boric no Chile e Gustavo Petro na Colômbia
Résumé
O ano de 2022 marcou a vitória eleitoral da esquerda em alguns países da América Latina. Gabriel Boric (e a coalizão Apruebo Dignidad) no Chile e Gustavo Petro (com a coalizão Pacto Histórico) na Colômbia foram dois desses casos, eleitos democraticamente após anos de descontentamento com políticas neoliberais e protestos em seus países. O contexto histórico da região e os neogolpes ocorridos na última década nos levam a buscar entender como esses governos têm atuado para se estabilizar no cargo durante os dois primeiros anos de seus mandatos (2022 e 2023) e como os partidos e coalizões envolvidos podem ser caracterizados, já que há grande diversidade organizativa nas experiências da esquerda latinoamericana. Com base na tipologia de partidos de esquerda presente na obra “Vitórias na crise”, de Fabrício Pereira da Silva e na teoria de instabilidade presidencial de Aníbal Pérez-Linán, o artigo buscará entender como se portam esses governos, como foi o processo eleitoral e a trajetória até que suas coalizões chegassem ao poder e possíveis riscos de queda.
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