A estrutura ontológica da linguagem e a queda no falatório (Gerede) em Ser e Tempo

Christiane Costa de Matos Fernandes

Resumo


A partir de Ser e Tempo, a apresentação visa esclarecer o que chamamos de “estrutura ontológica da linguagem”, apresentando como o fenômeno da enunciação (Aussage) - sobretudo em sua primeira significação, a saber: a enunciação como lógos apofântico, na medida em que é o fundamento dos modos da predicação e comunicação – é articulado e derivado da interpretação (Auslegung) das possibilidades projetadas do entender (Verstehen).  Ao contrário da tradição filosófica que identificou o lógos como mero ente subsistente, expresso através de palavras e sequência de palavras tomadas como disponíveis, tentaremos buscar, junto com Heidegger, a raiz ontológica da enunciação sobre os entes no “como” hermenêutico. Após essa primeira reconstrução, pretendemos mostrar como o existencial da linguagem, já expresso e sedimentado pelo discurso (Rede) impessoal (das Man), através da repetição e difusão no discurso fático, obscurece o ser dos entes em uma indistinção ontológica, na essência mesma da comunicação – terceiro modo de enunciação-, a saber: o falatório (Gerede).


Palavras-chave


Heidegger; Linguagem; Hermenêutica; Ontologia; Fenomenologia.

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Referências


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