MANIFESTAÇÕES HEPÁTICAS NA CRISE TIREOTÓXICA: DO ESPECTRO BIOQUÍMICO À INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA
DOI:
https://doi.org/10.32963/fbjh7p89Resumo
Introdução: A tempestade tireoidiana constitui emergência endócrina rara e potencialmente fatal, frequentemente associada a manifestações hepáticas que variam de alterações bioquímicas transitórias à insuficiência hepática aguda. Método: Realizou-se revisão narrativa da literatura sobre os mecanismos fisiopatológicos, manifestações clínicas, critérios diagnósticos e estratégias terapêuticas relacionadas ao acometimento hepático na tireotoxicose grave. Revisão: O comprometimento hepático resulta da interação entre hipermetabolismo sistêmico, hipóxia centrolobular relativa, congestão venosa, colestase e hepatotoxicidade medicamentosa. A progressão para insuficiência hepática aguda associa-se a pior prognóstico e demanda reconhecimento precoce. Evidências recentes sugerem papel relevante da plasmaférese como terapia de resgate em pacientes refratários ao tratamento convencional ou com contraindicação às tionamidas. Conclusões: As manifestações hepáticas representam importante determinante prognóstico na tempestade tireoidiana. A identificação precoce de icterícia, coagulopatia e encefalopatia permite estratificação de risco e seleção oportuna de estratégias terapêuticas avançadas, incluindo plasmaférese, tireoidectomia e, excepcionalmente, transplante hepático.
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