Tecnologias e regulação estatal do gênero: dispositivos legislativos das políticas antigênero

Autores

  • Grazielly Alessandra Baggenstoss Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Helena Santana Steiner Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Pietra Cortelini Santos Farias Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Julia Momm Oldoni Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Maria Luiza Niero da Silva Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Aline Magalhães Pereira Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Heloisa Helena da Silva Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Milleny dos Santos Carvalho Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Emilly Vitória Silva Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Isadora Telles Ferreira Schmidt Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)
  • Gabriela Lima Buttenbender Universidade Federal de Santa Catarina Autor(a)

Palavras-chave:

Políticas Ofensivas Antigênero, Direitos Humanos , Tecnologia de Gênero, Discurso Jurídico, Processo Legislativo

Resumo

O relatório analisa as Políticas Ofensivas Antigênero no Brasil, focando em Projetos de Lei (PLs) de 2019 a 2025 que buscam restringir direitos relacionados a gênero, identidade e diversidade sexual. Essas políticas são marcadas pela supressão do debate sobre gênero nas escolas, deslocamento do conhecimento científico por discursos conservadores e religiosos, além do fortalecimento de discursos de ódio e violência contra pessoas LGBTQIAPN+. O estudo adota uma abordagem qualitativa baseada na Teoria Fundamentada Construtivista e em teóricos como Foucault e Butler para compreender como os discursos legislativos operam como tecnologias normativas que produzem subjetividades e reforçam uma ordem cisheteronormativa. Metodologicamente, foram analisados 83 PLs, identificando discursos morais, controles linguísticos e dispositivos normativos que visam proteger uma ordem tradicional de gênero e sexualidade, principalmente no ambiente escolar, que se configura como campo de disputa simbólica entre visões pluralistas e conservadoras. O relatório evidencia que tais políticas contribuem para o recrudescimento da censura, exclusão social e violência simbólica e física contra populações LGBTQIAPN+, contrariando políticas públicas e diretrizes internacionais de equidade e diversidade. Assim, a tentativa de regulação da gramática de gênero pelos movimentos de Políticas Ofensivas Antigênero, atuando em campo político-institucional que legitima, acarreta retrocessos em direitos humanos e amplia desigualdades sociais.

Biografia do Autor

  • Grazielly Alessandra Baggenstoss , Universidade Federal de Santa Catarina

    Doutora em Psicologia Social e Cultura e Doutora em Direito, Política e Sociedade; Professora do Curso de Graduação em Direito e do Programa de Pós-graduação em Psicologia (UFSC). Coordenadora Geral do Núcleo de Pesquisas em Direito e Gênero (CNPq/UFSC) e Coordenadora e Supervisora do Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Helena Santana Steiner, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234. 

  • Pietra Cortelini Santos Farias, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Julia Momm Oldoni, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Maria Luiza Niero da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Aline Magalhães Pereira, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Heloisa Helena da Silva, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Milleny dos Santos Carvalho, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Emilly Vitória Silva, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Isadora Telles Ferreira Schmidt, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

  • Gabriela Lima Buttenbender, Universidade Federal de Santa Catarina

    Graduanda do Curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; voluntária no Projeto de Pesquisa Tecnologia de Gênero, desenvolvido no Núcleo de Pesquisas de Gênero e Direito e registrado no SIGPEX/UFSC sob nº 202420234.

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Publicado

2026-07-03

Edição

Seção

Artigos Científicos e Relatórios de Pesquisa

Categorias

Como Citar

BAGGENSTOSS , Grazielly Alessandra et al. Tecnologias e regulação estatal do gênero: dispositivos legislativos das políticas antigênero. Revista Lilith, Florianópolis, Brasil, v. 1, n. 1, p. 69–107, 2026. Disponível em: https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/lilith/article/view/11183. Acesso em: 4 jul. 2026.

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