Composição química da madeira de Carvalho Japonês

Autores

  • Laiara Miguel Moreira Universidade Federal de Santa Catarina
  • Magnos Alan Vivian Universidade Federal de Santa Catarina
  • Karina Soares Modes Universidade Federal de Santa Catarina
  • Henrique Berthes Abella Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Visando diversificar a base florestal para usos industriais e fornecer informações sobre espécies com potencial para novas aplicações, é essencial realizar estudos que caracterizem adequadamente essas madeiras. Nesse contexto, destaca-se a espécie Quercus acutissima, conhecida como Carvalho Japonês, uma folhosa com potencial de uso no sul do Brasil. Este estudo teve como objetivo avaliar a composição química da madeira de Q. acutissima com 12 anos de idade. Para isto foram coletados discos de madeira de cinco árvores em diferentes posições ao longo do fuste, os quais foram transformados em partículas e classificados em peneiras entre 40 e 60 mesh. Após isso o material classificado foi analisado pelo Laboratório de Química, Celulose e Energia (LQCE) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), seguindo as normas da Technical Association of the Pulp and Paper Industry (TAPPI). Os resultados mostraram valores médios de 0,54% de cinzas, 8,18% de extrativos totais, 23,23% de lignina e 68,60% de holocelulose. Com isso conclui-se que a madeira de Q. acutissima, aos 12 anos de idade, apresenta baixo teor de lignina e elevado teor de extrativos, características que podem influenciar positivamente seu uso industrial. O alto teor de extrativos pode conferir maior resistência natural a madeira contra os agentes biológicos, enquanto o baixo teor de lignina pode facilitar o processo de polpação na produção de celulose.

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Publicado

2024-12-23

Edição

Seção

ENGENHARIA FLORESTAL