Etnoespécies potenciais no estabelecimento de arranjos agroflorestais sob a perspectiva de agricultores do Assentamento Índio Galdino/SC

Autores

  • Ana Luiza De Rosa Castro Universidade Federal de Santa Catarina https://orcid.org/0009-0000-4747-9870
  • Karine Louise dos dos Santos Universidade Federal de Santa Catarina
  • Maurício Sedrez dos dos Reis Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

A degradação ambiental teve como consequência a conversão do uso do solo nos últimos anos. Esta modificação da paisagem acarretou a diminuição de áreas de floresta nativa do bioma Mata Atlântica, que atualmente é composta por pequenos fragmentos. A fragmentação da paisagem por sua vez, resulta em diferentes impactos à biodiversidade. Visto isso, se faz necessário a restauração ecológica destes ecossistemas. O Projeto de Restauração Ecológica da Floresta Ombrófila Mista – REFORMA, atua justamente nesta temática na região do Planalto Serrano Catarinense, tendo como uma das áreas de interesse do projeto o Assentamento de Reforma Agrária Índio Galdino – ARAIG, localizado nos municípios de Curitibanos e Frei Rogério/SC. Com o intuito de realizar diagnóstico socioambiental, no âmbito deste projeto, vêm sendo realizadas entrevistas com os agricultores locais. Entre os questionamentos, está a relação de espécies desejáveis para composição de arranjos agroflorestais para restauração ecológica. Diante disso, o presente trabalho tem como objeto a análise das etnoespécies citadas por 31 famílias durante a aplicação do referido diagnóstico. Foram registradas 84 etnoespécies, e destas 20 receberam destaque por sua frequência de citação, sugerindo que essas sejam contempladas no estabelecidos de arranjo agroflorestais no contexto do ARAIG. Essa experiência vem mostrando a possibilidade de integração entre o conhecimento local e acadêmico, como uma estratégia exitosa aplicada à projetos de restauração ecológica.

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Publicado

2024-12-23

Edição

Seção

ENGENHARIA FLORESTAL