Estoque de material combustível em áreas de Pinus taeda com diferentes regimes de manejo
Resumo
A produtividade de áreas florestais deve se associar com práticas e manejos que promovam a segurança ao passo que gerem renda com baixo impacto. Um dos elementos de maiores danos a esses ambientes são os incêndios florestais, aos quais causam perdas imensuráveis. Diante disso, buscou-se quantificar o estoque de material combustível em duas áreas com regimes de manejos distintos para o Pinus taeda, evidenciando o desbaste e a poda como práticas silviculturais de interferência. Por meio de gabaritos de 0,25 m2, coletaram-se amostras para verificação de massa seca e capacidade de retenção hídrica para diferentes classes diamétricas. Como resultados, as áreas com intervenção acumularam maiores estoques para materiais menores que 1 cm e maiores que 2 cm, decorrente da permanência de fustes e tocos nos locais de amostragem. Em contrapartida, devido a impermeabilidade das copas na área sem manejo, encontrou-se menor quantidade de material verde sobre o solo. Quanto à capacidade de retenção hídrica, os materiais com menor diâmetro (<1 cm) demonstraram maior retenção de água, atingindo 245,6% para a área com desbaste e poda. A partir disso, se reforça a necessidade de compreender as áreas florestais com profundidade, concretizando diferenças entre manejos e práticas, às quais impactam aspectos funcionais das florestas.