Avaliação do efeito de reguladores de crescimento para atrasar o início da brotação em videiras ‘Sangiovese’ e ‘Rebo’

Autores

  • João Felippeto Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
  • Thiago Moreira Monteiro Instituto Federal de Santa Catarina - Campus Urupema
  • Zilmar da Silva Souza Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina
  • José Masanori Katsurayama Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina

Resumo

A região de São Joaquim possui clima individualizado que, aliado às condições do solo, tem demonstrado alto potencial para a produção de vinhos. Entretanto, as características do clima regional propiciam a ocorrência de geadas tardias, causando declínios qualitativos e produtivos em praticamente todos os anos. Nesse contexto, o estudo do efeito dos fitoreguladores, visando retardar a brotação, pode constituir uma ferramenta para preservar a integridade das gemas durante o período crítico de ocorrência de geadas. O objetivo foi avaliar a ação do ácido indolacético (AIA) e ácido indolbutírico (AIB) na regulação de brotações das variedades. ‘Sangiovese’ e ‘Rebo’. Os tratamentos consistiram da aplicação de cinco concentrações de AIA e AIB (0, 50, 100, 200 e 400 mg L-1), nos ciclos de 2022/23 e 2023/24. Os delineamentos foram em blocos completos casualizados, com duas repetições de 5 plantas por parcela. Foram avaliados o número de dias após os tratamentos até atingir o estádio de ponta verde e o índice de velocidade de brotação. Foram observados atrasos médios de 13 dias na variedade 'Sangiovese' com a utilização de 400 mg/L-1 de AIB e de 11 dias na variedade 'Rebo' com uma dose de 250 mg/L-1 de AIA. Os resultados permitem inferir que a aplicação de AIA e AIB atrasa a retomada das brotações das variedades em teste e têm potencial para avançar na obtenção de uma tecnologia aplicável na proteção contra os danos causados pelas geadas tardias.

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Publicado

2024-12-23