O Padre Peyton e as marchas da família com Deus pela liberdade

Richard Antczak, Laura Goldschimtt

Resumo


O golpe de estado contra o governo democrático de João Goulart, “Jango”, foi desastroso para a democratização do Brasil. Depois da renuncia do poder por parte de Jânio Quadros, Goulart assumiu o poder e não só manteve a política modernizadora e nacionalista como também a radicalizou. Então surgiram muitos problemas e, por conseguinte, certa resistência a seu governo. Para os grupos conservadores do Brasil e dos EUA era necessário por fim com esse governo visto como “comunista”. Achava-se que “Jango” queria estabelecer um regime socialista na região afetando assim “os direitos e interesses dos Estados Unidos” . Neste artigo propomos explicar como o governo dos EUA e a CIA tiveram um papel fundamental no derrocada de Goulart e de seu governo. Porém, destacamos alguns fatores sociais (sobretudo em Santa Catarina) nos meses antes do golpe de estado. Assim, pretendemos refletir sobre como a CIA e as forças conservadoras no Brasil manipularam a população brasileira. Assim, em um primeiro momento analisamos a situação social no Brasil nos anos antes do golpe, e também destacamos a opinião norte-americana frente aos acontecimentos na cena política e social brasileira. Em seguida, tratamos sobre as chamadas “Marchas pela família com Deus pela liberdade”, as quais ocorreram no ano 1964 em várias cidades brasileiras, demonstrando a insatisfação de uma parte do povo brasileiro com a política do então presidente João Goulart. Por fim, em oposição a essa marcha, o artigo fala sobre a chamada “Novembrada”, uma marcha contra o regime militar, que ocorreu 15 anos após a queda do presidente João Goulart e das “Marchas pela família com Deus pela liberdade” em Florianópolis, Santa Catarina.

Palavras-chave


Ditadura militar, Marcha pela família, Novembrada

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Revista Santa Catarina em História - Florianópolis - UFSC - Brasil ISSN 1984-3968