A greve de 1917 e suas repercussões no operariado catarinense

Guilherme Custodio Jorge

Resumo


A greve paulistana de 1917 aconteceu em um daqueles momentos onde a situação econômica influi significativamente sobre os ânimos dos integrantes das camadas mais baixas. O seguinte trabalho procura elucidar o comportamento do operariado catarinense diante das mobilizações nacionais dos trabalhadores cansados de uma situação de exploração pelos industriários e comerciantes. De um lado a situação da “carestia da vida“, ou seja, os preços dos alugueis e produtos de primeira necessidade que haviam chegado a um nível tão alto que impossibilitava as condições mínimas de sobrevivência. De outro lado os industriários que com uma situação financeira nova e seu capital ligado ao internacional defendia sua sobrevivência em um período que as vendas eram facilitadas devido a escassez de suprimentos na Europa. Forçavam situações de trabalho excessivo para impulsionar o seu crescimento financeiro, enquanto não haviam entraves econômicos que diminuíssem a demanda de seu produto. Nessa descrição do clima estabelecido no meio operário catarinense criado pela greve de São Paulo e do Rio de janeiro temos outros problemas que pressionam os trabalhadores a medidas extremas a adulteração de alimentos e o encarecimento dos alugueis. Sem muito o que fazer o trabalhador sai nas ruas de varias cidades brasileiras reivindicando seus direitos básicos de vida e estabelecendo os códigos que regem o trabalho até os dias de hoje. Das necessidades do trabalhador das primeiras industrias criou-se uma infinidade de estratégias sutis e violentas que visavam controlar os impulsos do operário pressionado a trabalhar sem direito a aspirações alem de sua própria sobrevivência. Situação que tomou diferentes formas dependendo do estado que a vivia.

Palavras-chave


Carestia de vida; Greve de 1917; Operários de Santa Catarina; Adulteração de alimentos

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Revista Santa Catarina em História - Florianópolis - UFSC - Brasil ISSN 1984-3968