Os caboclos do contestado: “fanáticos” ou não?

Caio Dias de Brito

Resumo


Este artigo discute as posições de quatro estudiosos a respeito do fanatismo, ou não, dos caboclos do Contestado. Para Aujor Avila da Luz os caboclos do Contestado são vistos como “fracos” em todos os sentidos, e, por isso, se tornariam fanáticos e irracionais. Para Marli Auras o movimento do Contestado foi uma reação e rejeição ao sistema capitalista, e não vê o caboclo como fanático, mas sim, como marginalizado pelos grupos dominantes. Paulo Pinheiro Machado afirma que para se compreender esse movimento camponês não se deve caracterizar os caboclos “a priori”. Para o último autor constante nesta reflexão, Walter Tenório Cavalcanti , a revolta foi fruto de fanatismo puro. Essas posições antagônicas e, até mesmo, conflitantes são aqui debatidas.

Palavras-chave


Contestado; Fanatismo; Caboclos; Historiografia

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Revista Santa Catarina em História - Florianópolis - UFSC - Brasil ISSN 1984-3968