A indústria madeireira em Anita Garibaldi (SC): por uma perspectiva econômica e crítica da História Ambiental

Gil Karlos Ferri, Samira Peruchi Moretto

Resumo


A paisagem do município de Anita Garibaldi (SC) é resultado de intervenções humanas. Até o final do século XIX a região manteve-se com uma ocupação esparsa, habitada por criadores de animais, agricultores de subsistência e ocasionalmente por silvícolas. O processo de colonização iniciado em 1900 com a chegada de imigrantes italianos e seus descentes, representou uma grande transformação para o local, intensificando sobremaneira os impactos na vegetação nativa da Floresta Estacional Decidual (FED) e da Floresta Ombrófila Mista (FOM). O presente trabalho pretende analisar os aspectos históricos e socioambientais da indústria madeireira no município de Anita Garibaldi no século XX. As diversas fontes mobilizadas nesta pesquisa foram analisadas por meio do viés teórico-metodológico da História Ambiental, sendo estas: documentos, relatórios de governo, legislações, periódicos, mapas, fotografias, entrevistas, entre outros devidamente referenciados. A relevância social e científica deste trabalho justifica-se, pois o município ainda sente os impactos negativos do um processo de extração vegetal que pouco considerou os trabalhadores em sua dignidade humana e a floresta em sua vital importância ecológica. Desta maneira, conhecer os aspectos históricos da devastação da floresta de araucárias e espécies de lei nos permite reconhecer a necessidade de uma interação mais sustentável com a natureza, no intento de que a reflexão provoque a sua valorização e preservação.

     


Palavras-chave


Anita Garibaldi; Madeireiras; Desmatamento; História Ambiental.

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Revista Santa Catarina em História - Florianópolis - UFSC - Brasil ISSN 1984-3968