A agropecuária em Santa Catarina: cenário atual e principais tendências

Tabajara Marcondes

Resumo


O artigo analisa os reflexos da modernização da agricultura no Brasil e no estado de Santa Catarina para, posteriormente, discutir as principais mudanças que ocorreram recentemente no espaço rural catarinense. Dentre estas, destacam-se a alteração no uso das terras agrícolas; a redução do número de estabelecimentos agropecuários; a diminuição da população rural; a redução da população ocupada em atividades agrícolas; e a ampliação das rendas não agrícolas no meio rural. Mesmo assim, a agricultura familiar permanece como o setor responsável pela grande maioria da produção agropecuária catarinense. Para tanto, destaca-se, também, a importância das políticas públicas que buscam promover o desenvolvimento rural de forma inclusiva e sustentável.

Texto completo:

PDF

Referências


ABRAMOVAY, R. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. 2. ed. São Paulo: Hucitec/Edunicamp, 1992. 275 p.

CAMPOS, I. Os colonos do Rio Uruguai; relações entre pequena produção e agroindústria no Oeste Catarinense. 1987. Dissertação (Mestrado em Economia Rural) – Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande. 1987.

GONÇALVES NETO, W. Estado e agricultura no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1997.

GRAZIANO DA SILVA, J. A modernização dolorosa: estrutura agrária, fronteira agrícola e trabalhadores rurais no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.

IANNI, O. Ditadura e agricultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1986.

INSTITUTO DE PLANEJAMENTO E ECONOMIA AGRÍCOLA DE SANTA CATARINA. Cenários para o sistema agrícola de Santa Catarina. Florianópolis, 1995. 100 p.

INSTITUTO DE PLANEJAMENTO E ECONOMIA AGRÍCOLA DE SANTA CATARINA. Relatório de avaliação final do projeto Microbacias 1: mudança comportamental dos envolvidos. Florianópolis, 1999. 39 p.

MARCONDES, T. Mudanças no espaço rural de Santa Catarina. Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2009-2010. Florianópolis: Epagri/Cepa, p. 12-24, 2010.

MARCONDES, T. Desenvolvimento rural e protagonismo social: o caso do projeto Microbacias 2 de Santa Catarina. Dissertação (Mestrado em Sociologia Política) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2011. 180 p.

MATTEI, L.; CAZELLA, A. A.; SCHNEIDER, S. Histórico, caracterização e dinâmica recente do Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. In: SCHNEIDER, S.; SILVA, M. K.; MARQUES, P. E. M. (Org.). Políticas públicas e participação social no Brasil rural. Porto Alegre: UFRGS, 2004. p. 21-49.

MUELLER, C. C. Das oligarquias agrárias ao predomínio urbano-industrial: um estudo do processo de formulação de políticas agrícolas no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA/INPES, 1983. 363 p. (IPEA/INPES. PNPE, 9).

OLIVEIRA, F. A economia brasileira: crítica à razão dualista. Seleções CEBRAP, São Paulo: Brasiliense, n. 1, p. 6-78, 1976.

PAULILO, M. I. Produtores e agroindústria: consensos e dissensos. Florianópolis: UFSC/Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte, 1990.

SILVESTRO, M.; ABRAMOVAY, R.; MELLO, M. A.; DORIGON, C.; BALDISSERA, I. T. Os impasses sociais da sucessão hereditária na agricultura familiar. Florianópolis: Epagri; Brasília: Nead/Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2001. 120 p.

VEIGA, J. E. et al. O Brasil rural precisa de uma estratégia de desenvolvimento. Brasília: FIPE – IICA (MDA/CNDRS/NEAD), 2001.

VEIGA, J. E. Cidades imaginárias. O Brasil é menos urbano do que se calcula. Campinas: Editora Autores Associados, 2002, 304p.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Rev. NECAT, ISSN 2317-8523, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.