O keynesianismo está morto?

Autores

  • Michael Roberts Universidade de Pensilvânia.

Resumo

“O keynesianismo está morto?”, questiona Andy Haldane, ex-economista-chefe do Banco da Inglaterra. A resposta de Haldane é: “O keynesianismo, se não está morto, está potencialmente obsoleto.” O que ele quer dizer e por que levantar essa questão? A essência da questão é que Haldane considera que a teoria keynesiana, ou seja, a de que recessões ou estagnação econômica podem ser superadas por meio de maiores gastos públicos, que “poderiam reanimar o ânimo do setor privado e, com ele, o crescimento”, não funciona mais. A razão é que “quando a dívida é a doença, a solução fiscal pode tanto prejudicar quanto curar”, elevando os rendimentos dos títulos e, consequentemente, aumentando o custo do crédito para o setor capitalista. Então, qual é a solução? Haldane afirma que, em vez de gastar mais, os governos precisam economizar mais, ou seja, cortando gastos e/ou aumentando impostos para que o setor privado possa se expandir. Em essência, Haldane apresenta um argumento novo (ou antigo) em defesa da austeridade: cortar serviços públicos (exceto a defesa, é claro – supondo que se considere a defesa como um “serviço público”) e aumentar impostos para que a maioria de nós pague a dívida crescente. Há tantos problemas com essa chamada “consolidação expansionista”, como Haldane a denomina (a ideia de que reduzir a dívida pública pode, na verdade, incentivar o gasto privado e a confiança), que é difícil saber por onde começar

Biografia do Autor

  • Michael Roberts, Universidade de Pensilvânia.

    Economista e Professor no Departamento de Finanças da Universidade de Pensilvânia.

Downloads

Publicado

2026-10-18