O mercado musical no Amazonas sob a égide do trabalhismo
Resumo
O trabalhismo é reconhecido como uma das principais correntes políticas no Amazonas. Contudo, suas implicações culturais ainda carecem de maior investigação. Este artigo pretende refletir sobre um período entre as décadas de 50 e 60, quando é possível observarmos dois campos de atuação profissional dos músicos no Amazonas. Primeiramente, ressaltamos a esfera secular-privada das festas populares em que atuavam conjuntos e orquestras de jazz em sedes de clubes de futebol. De outra forma, no campo de desenvolvimento institucional, as bandas militares e escolares tiveram grande importância, como espaço de formação ideológica e preparação para o trabalho. Considerando a força das políticas culturais implementadas pelos governos trabalhistas na década de 50, analisamos o amadurecimento da consciência organizativa surgida no florescer desse mercado musical assim como a participação das mulheres por meio da Banda do Instituto Benjamim Constant.
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