Educação, Ciência e Tecnologia dependentes: a influência estadunidense no Brasil da década de 1960

Autores

  • Lucas Bordini Manenti Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo - SEDU

Resumo

Este trabalho propõe a análise das relações entre educação, Ciência e Tecnologia (C&T) no Brasil da década de 1960 representadas pela Teoria do Capital Humano (TCH) e pela Teoria da Modernização. Ambas as teorias fundamentaram a política externa estadunidense em relação ao Brasil no período, colaborando com a consolidação do novo caráter da dependência brasileira diante do capital internacional. Para a análise, utilizou-se o referencial teórico-metodológico da Teoria Marxista da Dependência. O texto argumenta que a inserção subordinada do Brasil no capitalismo global, aprofundada pelo golpe de 1964, condicionou o desenvolvimento nacional, inclusive nos âmbitos da educação e da C&T. Critica-se a TCH e a Teoria da Modernização, que, sob a hegemonia estadunidense, legitimaram a superexploração da força de trabalho e a dependência científico-tecnológica no Brasil do período. Em contraponto, o trabalho destaca as contribuições de dois pensadores do Pensamento Latino-Americano em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PLACTS), que defendiam a autonomia e a vinculação da produção de C&T à transformação social. Conclui-se que a superação da dependência exige a ruptura com as estruturas que perpetuam a transferência de valor e a construção de um projeto soberano de desenvolvimento, articulando educação, ciência e tecnologia às necessidades sociais.

Downloads

Publicado

2026-09-13

Edição

Seção

Artigos