“WITH MY CRUST OF BREAD AND LIBERTY”: FREEDOM AND SOCIAL CONVENTIONS IN THOMAS HARDY'S LIFE’S LITTLE IRONIES

Caroline Paganine

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar a associação entre liberdade e convenções sociais no livro de contos Life’s Little Ironies [Pequenas Ironias da Vida] (1894), de Thomas Hardy. Os contos apresentam diversos aspectos relacionados à liberdade de consciência e de conduta moral, à liberdade de expressão, à liberdade do corpo e à liberdade dos desejos. Tais aspectos estão intimamente relacionados ao poder das convenções sociais em restringir o âmbito de liberdade dentro do qual as personagens lidam com suas escolhas e percebem suas possibilidades de ação. As convenções sociais são aqui representadas pela mobilidade social, ambição e por idealizações convencionais do amor e do casamento, todos os quais possuem uma natureza e importância arbitrária que são problematizadas por Hardy. Em seu questionamento dos limites estritos impostos à liberdade individual na sociedade vitoriana, Hardy, podemos dizer, se vale do trabalho de John Stuart Mill, cujo livro On Liberty [Sobre a liberdade] (1859) desenvolve as idéias centrais que circulavam no debate intelectual da época. Por trás da representação de Hardy do conflito entre liberdade e convenções sociais em Life’s Little Ironies, podemos perceber a “tirania social”, nas palavras de Mill, agindo sobre as personagens que, ao fim, não conseguem superar as coerções da sociedade, o que acaba por levar-lhes a um fim trágico.


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