PERI https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri Revista eletrônica de Filosofia Universidade Federal de Santa Catarina pt-BR PERI 2175-1811 <ol><ol><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons Attribution License</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li></ol></ol> Minha Própria Vida https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/5977 <p><span style="font-weight: 400;">Escrita em abril de 1776, </span><em><span style="font-weight: 400;">My own life, </span></em><span style="font-weight: 400;">traduzida por nós como </span><em><span style="font-weight: 400;">Minha própria vida, </span></em><span style="font-weight: 400;">é uma autobiografia concisa, redigida por Hume às vésperas de sua morte. Foi publicada postumamente, em março de 1777, por Strahan e Cadell, em um conjunto de outros escritos compilados em uma obra intitulada de </span><em><span style="font-weight: 400;">The life of David Hume, Esq. Written by himself.</span></em><span style="font-weight: 400;"> </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 21 parágrafos, </span><em><span style="font-weight: 400;">Minha própria vida </span></em><span style="font-weight: 400;">nos coloca diante da genialidade de Hume, tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto à clareza e precisão de sua escrita. Ele não se poupa de críticas nem tenta suavizar as próprias limitações e oscilações de humor, revelando-se como alguém que, ao longo da vida, experimentou tanto sucessos quanto desafios, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Esperamos que, com a presente tradução, possamos proporcionar ao leitor uma leitura fluida, preservando, tanto quanto é possível, o conteúdo e estilo do texto original, transportando-o ao cenário do século XVIII que influenciou diretamente a produção e a vida do autor.</span></p> Jonathan Alvarenga Copyright (c) 2025 Jonathan Alvarenga https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 109 115 Alienação e Desalienação em Frantz Fanon, um Psiquiatra Anticolonial https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/7679 <p><span style="font-weight: 400;">A partir de uma retomada dos textos e trajetória de Frantz Fanon, discuto como o problema da alienação aparece em sua teoria, com destaque para sua obra teórica e prática de caráter psicológico. Nesse intuito, associo seus escritos e as experiências profissionais e militantes de Fanon para articular seu trabalho clínico e intelectual, reconstruindo sua perspectiva ético-política do problema colonial. Minha ênfase está na aposta feita pelo autor no engajamento como contraface do problema da alienação, tanto na dimensão subjetiva do indivíduo e o tratamento da alienação psíquica, quanto na dimensão política da sociedade e a luta contra a alienação colonial no seu sentido mais amplo. Para isso, utilizo alguns dos seus textos menores e de ocasião, além dos seus livros. Identifico, assim, a permanência de uma perspectiva acional da alienação, baseada na necessidade da desalienação através do engajamento em processos humanizadores e na luta política de descolonização.</span></p> José Victor Alves da Silva Copyright (c) 2025 José Victor Alves da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 3 26 A Solidariedade a partir de Arthur Schopenhauer https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/7808 <p><span style="font-weight: 400;">No presente artigo buscamos delinear e problematizar um conceito de solidariedade a partir do pensamento de Arthur Schopenhauer. Para tal movimento, partimos tanto da leitura de Vilmar Debona, como de Max Horkheimer. Desdobramos o objetivo em três momentos: (1) descrever aspectos fundamentais da sua metafísica da vontade, essa que consolida o mundo como dor e sofrimento, tanto quanto, brevemente, esboçar a sua tríplice caracterologia; (2) analisar o mistério da compaixão e as suas virtudes cardeais: a justiça e a caridade; (3) indicar e delimitar o que seria a solidariedade em tal solo filosófico, isto é, “onde” e “a partir do que” ela poderia se situar na filosofia do autor, tanto quanto sugerir, inicialmente, uma diferenciação hipotética entre solidariedade direta e indireta. Finalmente, apontamos que a solidariedade poderia operar como um dispositivo adjunto às virtudes cardeais, fazendo morada na chamada pequena ética e contribuindo, através dos artifícios da razão, na redução dos danos causados pelos sofrimentos sociais.</span></p> Luis Ignacio Moreira Lima Copyright (c) 2025 Luis Ignacio Moreira Lima https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 27 50 Direitos Sociais e Emancipação https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/7689 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo explora a relação entre o conceito de emancipação e o potencial dos direitos sociais no processo emancipatório, visando contribuir para os debates contemporâneos sobre direitos e liberdade dentro de uma perspectiva socialista. A pesquisa utilizou revisão bibliográfica para analisar o potencial disruptivo dos direitos sociais da ordem capitalista e seu papel em promover uma sociedade integradora, constituída sobre as bases da solidariedade. A partir da temática dos direitos nos escritos do jovem Marx, bem como de interpretações supervenientes de teóricos do direito e da filosofia contemporânea que vêm se valendo dos textos do autor para pensar no conceito de emancipação dentro do marco marxiano, trata-se aqui de investigar em que medida os direitos sociais são capazes de conceder materialidade a esse conceito, superando, assim, a tendência desintegradora da sociedade civil. Desse modo, o trabalho apontou a relevância dessa categoria de direitos para o processo de reconhecimento da dimensão complementar dos carecimentos, pressuposto na noção de emancipação, indicando a necessidade de que sejam interpretados para além da semântica dos direitos subjetivos.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p> Valentina Moreira Copyright (c) 2025 Valentina Moreira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 51 64 Normativiness of coercion in the Kantian legal system in three steps https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/7505 <p><em><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste artigo consiste em argumentar sobre como a dedução jurídica baseada na liberdade pode promover a normatividade do direito. Sem poder oferecer uma resposta definitiva, aproveita-se o debate sobre a distinção entre ética e direito como estratégia para endereçar os argumentos em favor de uma forte e incondicional força normativa do direito. Neste contexto, sustenta-se que o direito kantiano é derivado da liberdade prática e é uma subespécie da moral, da qual provém sua força normativa incondicional. Essa conexão pode ser realizada a partir da realidade prática objetiva do direito, pela qual é perceptível uma externalidade jurídico-normativa singular, incondicional, que não deve ser reduzida à realidade fática do direito positivo. A consequência desses argumentos é que, para que a coerção jurídica seja normativamente consistente, deve ser baseada em razões jurídicas, isto é, provas argumentativas que possam ser reconduzidas fundamentalmente à liberdade prática. Ao final, é apresentado um procedimento de validação da coerção em três etapas, esclarecendo como seria possível identificar a incondicionalidade da normatividade do direito no sistema jurídico kantiano.</span></em></p> Indalécio Robson Rocha Copyright (c) 2025 Indalécio Robson Rocha https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 65 95 Sabedoria e Sociedade na Sexta Oração de Vico https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/6345 <p><strong> </strong><span style="font-weight: 400;">O objetivo principal deste artigo é discutir a interação entre vida social e sabedoria, na Sexta Oração inaugural de Vico. Essa oração é um texto póstumo que já trazia alguns aspectos de sua teoria sobre a relação entre o conhecimento e o seu contexto. Sendo dividida por Vico em duas partes, a primeira trata sobre os fins dos estudos e, no restante, examina o método de estudos. Nesse artigo, analisaremos os fins dos estudos quanto aos aspectos que relacionam o regresso causado pela falta de eloquência com o egoísmo e a desestruturação social, representado pelo castigo bíblico aos descendentes de Nemrod; e também analisaremos as mudanças sociais que são promovidas pela sabedoria, capitalizadas nas histórias de Orfeu e de Anfião, as quais, em caminho oposto, apresentam um quadro dos seres humanos que saem da solidão para a vida em sociedade. Na Sexta Oração, Vico associa os elementos da linguagem, da moral e da sabedoria com a vida social. Dessa forma, Vico faz um retrato sobre a relevância social da sabedoria ao discutir os fins e o método de estudos recorrendo a exemplos bíblicos e mitológicos. </span></p> Marcelo Lopes Rosa Copyright (c) 2025 Marcelo Lopes Rosa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 96 108 Expendiente https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/8266 Copyright (c) 2025 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 Editorial https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/peri/article/view/8264 Copyright (c) 2025 Victória Santos de Faria Veloso https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2025-04-01 2025-04-01 17 1 1 2