Qualidade do sono insatisfatória e indicadores de saúde mental em estudantes de medicina de uma universidade federal brasileira

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DOI:

https://doi.org/10.32963/n2jbrv97

Resumo

Introdução: Estudantes de medicina são vulneráveis ao estresse, à ansiedade, à depressão e à má qualidade do sono, frequentemente influenciados pelos hábitos de vida. Compreender esses fatores é fundamental para promover o bem-estar acadêmico. Objetivos: Avaliar indicadores de saúde mental, qualidade do sono e prática de exercício físico em estudantes de medicina de uma universidade pública. Método: Estudo transversal com estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina, no período de abril a setembro de 2024, utilizando questionários validados para avaliação da qualidade do sono, cronotipo, depressão, ansiedade, estresse, atividade física e fatores sociodemográficos. Resultados: Alta prevalência de má qualidade do sono (73% relataram má qualidade e 16% distúrbio do sono), especialmente em estudantes com mais de 25 anos (p = 0,04). A ansiedade foi mais frequente entre mulheres (68% com ansiedade moderada a grave versus 18% entre homens; p = 0,002). A maioria dos participantes relatou prática de atividade física, sendo classificada como ativa (38%) ou muito ativa (53%). A maior prevalência de inatividade física esteve associada ao trabalho, com 25% dos estudantes que trabalhavam classificados como inativos, em comparação com 3% entre aqueles que não trabalhavam (p = 0,048). Não foram observadas correlações significativas entre os escores globais. Entretanto, nas análises estratificadas por sexo, foi identificada correlação entre a qualidade do sono e a depressão entre os homens (r = 0,471; p = 0,023). Conclusões: Estudantes de medicina apresentam alta prevalência de má qualidade do sono e sintomas de ansiedade, especialmente entre mulheres.

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2026-04-23 — Atualizado em 2026-04-23

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