Transtorno do Espectro Autista em Meninas: Características Clínicas e Dificuldades Diagnósticas

Autores

  • Jaime Lin 1 Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento, Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Avenida Universitária, 1105, 88806-000, Criciúma, SC, Brazil. 2 Curso de Medicina – Ambulatório Materno Infantil, Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, Avenida José Acácio Moreira, 787, 88704-900, Tubarão, SC, Brazil.
  • Maiara de Aguiar da Costa Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento, Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Avenida Universitária, 1105, 88806-000, Criciúma, SC, Brazil.
  • Victória Linden de Rezende Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento, Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Avenida Universitária, 1105, 88806-000, Criciúma, SC, Brazil.
  • Vitória Zaccaron Danielski Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento, Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, Avenida Universitária, 1105, 88806-000, Criciúma, SC, Brazil
  • Caroline Talhietti Rabaioli Curso de Medicina – Ambulatório Materno Infantil, Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL, Avenida José Acácio Moreira, 787, 88704-900, Tubarão, SC, Brazil.
  • Cinara Ludvig Gonçalves

DOI:

https://doi.org/10.32963/bcmufsc.v8i2.5199

Palavras-chave:

Autismo, sexo, diagnóstico

Resumo

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição clínica reconhecidamente heterogênea, com diversas apresentações clínicas e diferentes níveis de gravidade. Ao longo das últimas décadas, ainda, observou-se um aumento exponencial no número de casos, sendo atualmente considerado um dos transtornos neurocomportamentais mais comuns a afetar a faixa etária pediátrica. Interessantemente, desde as primeiras descrições, o TEA sempre foi considerado uma condição predominantemente masculina, sendo que a diferença no número de casos masculinos em relação aos casos femininos se manteve estável ao longo dos anos. Esta revisão narrativa propõe-se a explorar os aspectos neurobiológicos e clínicos relacionados a essa diferença, avaliando a existência de um fenótipo feminino do autismo e suas implicações em relação ao diagnóstico. Esta revisão narrativa propõe-se a explorar os aspectos neurobiológicos e clínicos relacionados a essa diferença, avaliando a existência de um fenótipo feminino do autismo e suas implicações em relação ao diagnóstico

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2022-11-06 — Atualizado em 2022-11-09

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Artigos de revisão