Uma investigação sobre a procura por atendimento em serviço de emergência hospitalar por pessoas com situações de baixa prioridade: o caso do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina

Autores

  • Fabricio de Souza Neves Universidade Federal de Santa Catarina
  • Whuiny Kallan de Almeida Universidade Federal de Santa Catarina
  • Sergia Porto da Silva Salles Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mérieux Nshimiyimana Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.32963/6ahsn723

Resumo

Introdução. Os serviços de emergência hospitalares e os prontos-socorros têm como finalidade atender pessoas com comprometimento muito grave de saúde. Pacientes com situações de prioridade baixa ou mínima podem procurar os serviços de emergência, levando à formação de filas com longo tempo de espera para atendimento, uma vez que os casos de maior prioridade serão atendidos primeiro. Os objetivos deste trabalho são a descrição do número de casos de acordo com a classificação de prioridade para atendimento em emergência e descrever as circunstâncias que levam os pacientes com prioridades baixa ou mínima à procura do serviço de emergências clínicas do Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). Método. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, realizado no serviço de emergência clínica de adultos do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC). Foram analisados 100 pacientes, conforme os parâmetros definidos pela pesquisa, distribuídos por classificação de risco. Resultados. Pacientes atendidos no setor de emergência clínica de adultos do HU/UFSC classificados como “prioridade baixa” (verde) foram a maioria dos casos em espera no acolhimento da emergência (72%, contra 25% de casos com “prioridade média”, amarelo). Os pacientes de “prioridade baixa” (verde) moram no mesmo bairro do hospital ou trabalham no mesmo bairro do hospital em proporção significativamente superior à dos pacientes de “prioridade média” (amarelo): 87,5% (63 pacientes) dos verdes residem em Florianópolis, contra 68,0% (17 pacientes) dos amarelos (p=0,036). Conclusão. Observou-se associação significativa entre a classificação de baixa prioridade (verde) e a maior proximidade geográfica dos pacientes ao hospital, tanto em relação ao local de residência quanto ao local de trabalho.

Biografia do Autor

  • Fabricio de Souza Neves, Universidade Federal de Santa Catarina

    Professor Doutor, reumatologista do Departamento de Clínica Médica e Diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina.

  • Whuiny Kallan de Almeida, Universidade Federal de Santa Catarina

    Acadêmico do curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina

  • Sergia Porto da Silva Salles, Universidade Federal de Santa Catarina

    Profissional técnica de enfermagem vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina"

  • Mérieux Nshimiyimana, Universidade Federal de Santa Catarina

    Estudante interno de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina

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Publicado

2026-04-23 — Atualizado em 2026-04-23

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