Les vieilles flles de bonne famille: Une étude de femmes celibataires françaises nées au debut du XXème siècle

Claudia Lee Williams Fonseca

Resumo


Nesse artigo, exploramos o porquê do aparentemente grande número de Francesas idosas, nunca casadas, que, ao final dos anos 1980 (quando entrevistamos algumas elas), ainda desempenhavam um papel ativo em várias famílias burguesas. Em geral, essas mulheres se viam e eram vistas como vítimas da Primeira guerra Mundial que, ao matar 1,500,000 homens franceses, teria condenado muitas mulheres daquela geração ao celibato. Porém, essa explicação maltusiana tendo sido refutado pelos demógrafos, hoje cabem novas abordagens analíticas - as que sublinham fatores sociais e, em particular, dinâmicas de classe. Nossos dados sugerem que, enquanto mulheres de outras classes adaptavam sua escolha de conjuge às condições limitadas do mercado matrimonial de então (aceitando se casar com viúvos, imigrantes e homens mais jovens ou de renda modesta), aquelas da pequena burguesia foram pegas no fogo cruzado entre a importância teórica do amor e os mecanismos sociais que ainda serviam para a perpetuação da hierarquia de classe (dote, escolas segregadas, sociabilidade limitada na esfera pública, e demandas prioritárias da família consanguínea). Ironicamente, durante o período pós-Guerra de rápida transformação social, o desejo dessas mulheres de perpetuar os valores de uma certa classe criou obstáculos ao seu casamento, a à produção de uma nova geração.

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Vibrant, Brasília, DF, Brasil. ISSN 1809-4341