Drogas: proibicionismo, redução de danos, anti-proibicionismo e horizontes

Autores

  • Luciana Costa Fernandes Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Criminalização do uso de drogas, proibicionismo, política de redução de danos

Resumo

O presente artigo tem como escopo percorrer uma trajetória acerca da criminalização do uso de drogas ilícitas, abordando questões que se reputam fundamentais sobre o tema no atual panorama e também em relação às perspectivas que projetam em torno das alternativas ao atual modelo. Em primeira linha, destrincha-se o proibicionismo em sua origem e manifestações presentes, abordando os seus aspectos fundamentais, categorizados em moral-religioso, sistemático-financeiro, segregacionista e geopolítico. Após, são apresentados aqueles que se consideram seus pilares, sendo estes o movimento de defesa social e o Movimento do Law and Order em conjunto com o chamado Estado de Segurança. Ofertada a visão geral da política, é apresentada alternativa crítica acerca do ideário (imaginário) do usuário de drogas, oportunidade em que a Psicologia Social, a Psicanálise, as Teorias do Etiquetamento, das Subculturas Criminais e Sociológicas conduzem os horizontes de uma nova concepção acerca do indivíduo em conflito com a lei. Por fim, são destacadas as perspectivas oferecidas pela direção oposta ao punitivismo, porque produtoras de melhores efeitos no que se refere a aclamada prevenção do uso sem afrontar, sensivelmente, a pessoa humana: o antiproibicionismo associado às políticas de redução de danos.

Biografia do Autor

Luciana Costa Fernandes, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Advogada. Graduada em Direito pela UERJ.

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Publicado

2016-03-09

Como Citar

Fernandes, L. C. (2016). Drogas: proibicionismo, redução de danos, anti-proibicionismo e horizontes. aptura Críptica: reito, política, tualidade, 4(2), 71–95. ecuperado de https://ojs.sites.ufsc.br/index.php/capturacriptica/article/view/3088

Edição

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